Sabiá...Até um dia!

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sábado, 12 de maio de 2012

DIA 15 DE JUNHO DE 2012 INAUGURAÇÃO DO CENTRO CULTURAL JOÃO NOGUEIRA/MEIER-RJ


Projeção de como vai ficar a entrada do Centro Cultural João Nogueira – Imperator/ Foto: Divulgação

O Centro Cultural João Nogueira, no Méier, zona norte do Rio de Janeiro, será inaugurado no próximo dia 12 de junho, anunciou nesta sexta-feira (11) o prefeito Eduardo Paes. O espaço está sendo construído onde funcionava a casa de shows Imperator, fechada há 16 anos.
De acordo com a Secretaria Municipal de Cultura, a abertura no dia 12 de junho será para convidados, com show de Diogo Nogueira e participações de Alcione e integrantes da bateria da Portela.
A apresentação vai fazer uma homenagem ao cantor e compositor que dá nome ao centro cultural, morto em 2000. Pai de Diogo, João Nogueira era morador do Méier. O mesmo show vai poder ser conferido pelo público no dia 15 de junho.

Esse é o terraço do Centro Cultural

Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro devolve ao Méier o Imperator – Centro Cultural João Nogueira, ampliando as opções culturais do espaço
Imperator - Centro Cultural João Nogueira vai abrigar três cinemas, um teatro, espaço multimídia para shows, espetáculos e workshops, sala de exposições, além de restaurante e café.

A Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Riourbe, empresa vinculada à Secretaria Municipal de Obras, devolve para a cidade um espaço cultural e emblemático totalmente renovado. Abandonada há 16 anos, a casa de shows Imperator, no Méier, que foi uma referência cultural da cidade, passa a abrigar o Centro Cultural João Nogueira, uma homenagem ao ilustre sambista, morador do bairro e que fez história na música popular brasileira. A unidade, com 7.277m2 de área construída, vai reunir cinemas, teatro, local para shows, restaurante, sala de exposições, café e área de lazer, tornando-se um local de convivência e diversão para os moradores da Zona Norte, uma das áreas mais tradicionais da cidade, ampliando também as opções de lazer para todos os moradores da cidade. O investimento foi de R$ 28 milhões. As obras tiveram início no dia 21 de dezembro de 2010.

Aniela Jordan, produtora cultural com mais de 25 anos de experiência no segmento, realizadora de grandes e premiados musicais como “Hair” e “Um Violinista no Telhado”, foi a vencedora do projeto seletivo público para cuidar da residência artística do espaço. “A diversidade será o ponto principal para atendermos essa região que estava muito carente culturalmente. Faremos uma programação variada, para atendermos desde as crianças até a terceira idade, incluindo shows, espetáculos teatrais, infantis e musicais”, revela. Emilio Kalil, Secretário Municipal de Cultura, reforça: “A revitalização do Imperator vem suprir as necessidades culturais do Méier, trazendo um grande ganho para a cidade do Rio de Janeiro”.

Alexandre Pinto, secretário municipal de obras, também destaca a importância do novo centro cultural: “O Imperator foi uma grande referência para a zona norte. Há anos que o Grande Méier sofre com a falta de opções de lazer e cultura. Fazer esta obra foi um grande desafio para o nosso corpo técnico pelas características do local, mas estamos realizados com o resultado. O novo Centro Cultural reflete a preocupação da prefeitura em investir na revitalização desta área da cidade”.

O Imperator - Centro Cultural João Nogueira é composto por três andares e um terraço verde de 1.200 metros quadrados, que também vai abrigar um restaurante. No primeiro pavimento, os frequentadores terão acesso a um espaço de convivência com café, além do teatro, com mezanino e bar. Esse espaço terá capacidade para 607 pessoas sentadas e 1500 pessoas em pé, quando estiver na configuração para show. O segundo piso vai abrigar as três salas de cinema – duas com 120 lugares e outra com 168. O terceiro piso terá uma sala de exposições. O último andar será o Espaço Rio de Janeiro, uma área livre onde também terá um restaurante.

Saiba um pouco mais sobre tudo o que o Imperator – Centro Cultural João Nogueira vai oferecer: Primeiro piso – Foyer, café e casa de espetáculos - Vai abrigar a entrada principal, um amplo foyer com cafeteria e bilheteria, além do teatro com multiplicidade de usos: palco italiano, palco arena e arquibancadas retráteis, para que uma vez recolhidas sejam guardadas nas laterais da plateia, liberando o espaço para eventos com o público em pé. Foi feita uma nova fachada com aberturas para garantir a entrada de luz no foyer, que agora tem o pé direito triplo. Abriga ainda seis camarins com capacidade para até 23 artistas. A casa passa a ter uma circulação vertical com rampas, escadas e elevador para garantir o acesso confortável aos novos níveis criados. O palco, com uma área total de 185,80m2, tem previsão de elevadores para permitir os diferentes tipos de uso, além de varas contrapesadas para equipamentos cênicos e iluminação, grids e passarelas de serviço sobre a plateia.

Poltronas Retráteis: Novidade -Outra novidade do espaço será a instalação de sistema de plataformas telescópicas, a plateia retrátil, com poltronas que possuem assentos rebatidos e retráteis integrados ao sistema. As fileiras de cadeiras serão estendidas e comprimidas por rodas fixas e acionadas por dispositivos operados manualmente. Quando o sistema é desativado, a pista da casa de espetáculos fica livre para receber o público, que ficará em pé.

Os assentos serão especialmente projetados para as condições especiais das arquibancadas (plateia), com estruturas em perfis e chapas de aço, soldadas a base, com fio contínuo. As poltronas serão dobráveis sobre barra e pé metálico, com dimensões de 500 mm de largura e 800 mm de altura, com assento e apoio para as costas, com braços laterais, confeccionadas em polipropileno injetado, mecanismos em aço, estofadas com espumas injetadas, formando um conjunto robusto e confortável.

O retorno do assento dobrável, encosto e apoio de braços acontece de forma automática, em um movimento único, quando o usuário se levantar do assento. Os assentos possuem sistema de travamento de segurança para impedir seu fechamento quando em uso.

Segundo piso – Cinemas -Três salas de cinemas ocuparão este espaço, que ainda está sendo licitado para a definição da rede administradora. A Sala 1 terá 164 lugares e espaço para quatro cadeirantes. As Salas 2 e 3 terão 116 lugares e espaço para quatro cadeirantes. A chegada das novas salas no bairro é mais do que urgente, tendo em vista que o Méier hoje não possui nenhuma sala de cinema. As mais próximas ficam em um grande shopping no bairro do Cachambi. A Sala 1 terá 264,84 m2, enquanto as salas 2 e 3 terão 191,89m2, cada uma. As dimensões da tela de Projeção da Sala 1 são de 11,34 x 4,40m. Já as das salas 2 e 3 são de 9,24 x 3,93m. Abrigará também uma bomboniére.

Terceiro piso – Exposições - O Méier também passa a ter um espaço destinado às artes visuais. O terceiro piso do Imperator – Centro Cultural João Nogueira vai abrigar uma sala de exposição. O espaço será inaugurado com uma mostra do homenageado João Nogueira. A entrada será gratuita e terá infra-estrutura para receber as mais variadas exposições artísticas. Outro grande ganho para a vida cultural da região, que possui uma extrema carência no acesso às artes visuais. Os moradores da região também poderão participar de workshops, que serão ministrados com frequência no novo espaço. A programação ainda não foi definida, mas devem ser feitas atividades para 50 a 60 pessoas.

Quarto Piso – Espaço Rio de Janeiro e Restaurante - Outra grande novidade será o Espaço Rio de Janeiro, que ocupa uma área total de 106,84m2, e vai abrigar um jardim com uma praça, ideal para levar crianças, já que serão programadas oficinas gratuitas aos domingos voltadas ao público infantil. Haverá ainda um restaurante com cerca de 160 lugares, que está sendo licitado para a definição da rede administradora. O projeto de paisagismo para o Espaço Rio de Janeiro foi desenvolvido pelo escritório EMBYÁ, dos sócios Pierre-André Martin e Duarte Vaz. “Utilizamos prioritariamente espécies nativas pouco exigentes em água e manejo, como filodendrons, clusia, lantana e alamanda”, explica Pierre. E reforça que o projeto foi desenhado para propiciar o encontro entre as pessoas com generosas áreas de estar, que permitem sentar ou deitar no meio da vegetação. “Quisemos que o lugar fosse um oásis suspenso no meio do Méier”, conclui.

O Imperator -Foi aberto ao público em 1954, como Cine Imperator, o maior cinema da América Latina, com capacidade para 2.400 pessoas. Durante décadas foi uma referência na cidade, mas em 1986, com o declínio da frequência às salas de cinema de rua, o Cine Imperator fechou as portas. Cinco anos mais tarde, reabriu como casa de shows e espetáculos para receber grandes nomes da música nacional e internacional. Pisaram em seu palco Shirley MacLaine, Rita Lee, Bob Dylan, Tina Turner, Roberto Carlos, Tom Jobim, Tim Maia, Caetano Veloso, Barão Vermelho, Joanna entre muitos outros. Em 1995, o Imperator foi fechado definitivamente. Agora, depois de 16 anos de abandono, a Prefeitura devolve à cidade e aos cariocas um pedaço da sua história. O Imperator enfim ganhará uma nova estrutura e ressurgirá como um pólo de cultura, lazer e entretenimento para os moradores do Grande Méier e de todo o Rio.

João Nogueira -Filho do advogado e músico João Batista Nogueira e irmão da também compositora, Gisa Nogueira, cedo tomou contato com o mundo musical. Logo aprendeu a tocar violão e a compor em parceria com a irmã. Com apenas 17 anos, já era diretor de um bloco carnavalesco no bairro carioca do Meier. Nesta época, a gravadora Copacabana gravou sua composição Espera, ó nega, que João cantou acompanhado pelo conjunto depois chamado Nosso Samba. Em 1970, Elizeth Cardoso ouviu a gravação de sua composição Corrente de aço e resolveu regravá-la. Em 1971, teve obras suas gravadas por Clara Nunes (Meu lema) e Eliana Pittman (Das duzentas pra lá). Como esta música defendia a ampliação do mar territorial do Brasil para 200 milhas, medida adotada pelo regime militar, João sofreu patrulha ideológica. Ainda em 1971, João passou a integrar a ala de compositores da Portela, sua escola de coração, onde venceu um concurso interno com o samba Sonho de Bamba. Mais tarde fez parte do grupo dissidente que saiu da Portela para fundar a Tradição. Fundou também o bloco "Clube do Samba", que ajudou a revitalizar o carnaval de rua carioca.Em mais de quatro décadas de atividade, João gravou 18 discos. Teve vários parceiros, mas o mais importante foi certamente Paulo César Pinheiro.

Aniela Jordan -Trabalhou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro como responsável pela coordenação técnica de espetáculos nacionais e internacionais de balé, ópera, concertos e direção operacional, culminando com a coordenação do departamento de Produção Executiva. Com mais de 25 anos de experiência em produção de espetáculos de grande porte é hoje, também, sócia-diretora da Aventura Entretenimento, que assina a produção de musicais premiados como “Hair”, “Um Violinista no Telhado”, “Beatles num Céus de Diamantes”, “O Despertar da Primavera”, entre outros. Aniela Jordan também é sócia-diretora da empresa Produzir Promoções Artísticas, vencedora do projeto seletivo público para cuidar da residência artística do Imperator – Centro Cultural João Nogueira.

O Centro Cultural João Nogueira em obra que durará cerca de 18 meses, com valor de investimento em R$ 28 milhões. Uma área total: 7.277m2 com três pisos e um terraço, foyer para200 pessoas, café para 72 pessoas (18 mesas de quatro cadeiras) , casa de espetáculos / teatro – 607 pessoas sentadas ou 1.500 pessoas em pé, com cinemas de 408 lugares, somando as três salas, sala de exposição, onde comporta até 100 pessoas. Espaço Rio de Janeiro: comporta até 150 pessoas, restaurante de até 160 lugares.

O Centro Cultural João Nogueira, no Méier, zona norte do Rio de Janeiro, será inaugurado no próximo dia 12 de junho, anunciou nesta sexta-feira (11) o prefeito Eduardo Paes. O espaço está sendo construído onde funcionava a casa de shows Imperator, fechada há 16 anos.
De acordo com a Secretaria Municipal de Cultura, a abertura no dia 12 de junho será para convidados, com show de Diogo Nogueira e participações de Alcione e integrantes da bateria da Portela.
A apresentação vai fazer uma homenagem ao cantor e compositor que dá nome ao centro cultural, morto em 2000. Pai de Diogo, João Nogueira era morador do Méier. O mesmo show vai poder ser conferido pelo público no dia 15 de junho.


http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=202704

http://www.correiodemocratico.com.br/2012/05/12/centro-cultural-joao-nogueira-vai-ser-inaugurado-em-junho-no-rio/

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Foto Rara de um Encontro de Gigantes!



Clara e Elis,descontraídas,sem maquiagem,com a garrafa térmica de café ao lado e muita gargalhada!
Era assim quando se juntavam para um bate papo informal,as duas GIGANTES DA MPB!





quarta-feira, 9 de maio de 2012

MARCOS LESSA E SÍLVIA SOL HOMENAGEIAM CLARA NUNES

HOMENAGEM AOS 70 ANOS DA CANTORA CLARA NUNES NO DRAGÃO DO MAR

Em 2012, a cantora Clara Nunes completaria 70 anos se estivesse viva. Diversas homenagens estão sendo produzidas para esse momento no País e o Ceará não podia ficar de fora das comemorações. Por isso, o cearense Marcos Lessa e a potiguar Sílvia Sol realizam o show 70 anos com Clara nesta sexta-feira (11), às 21h, no Anfiteatro do Dragão do Mar, em tributo a uma das vozes mais marcantes da música brasileira.

Nascida no interior de Minas Gerais em 1942, Clara Nunes não demorou a descobrir o dom de cantar e desde jovem participou de pequenos festivais de música. Em 1966, lançou o primeiro disco intitulado de A voz adorável de Clara Nunes, com canções que exploram ritmos como bolero e valsa.

Durante mais de 20 anos de carreira, lançou compositores e vendeu mais discos do que outras cantoras do seu tempo, emplacando músicas que ainda permanecem na memória de muitos brasileiros. Clara Nunes gravou cocos, baiões, afoxés e valsas, além de compositores da MPB, como Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Mauro Duarte, Paulo César Pinheiro, João Nogueira e Sivuca.

O show 70 anos com Clara conta com músicas de autoria de Clara Nunes e composições que homenageiam a cantora, como a “Mineira” e “Um Ser de Luz”, composta por João Nogueira, Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte. Durante o show, também serão apresentados vídeos que mostram várias fases da cantora e depoimentos de amigos próximos.

Serviço: 70 anos com Clara – Sexta-feira, dia 11, às 21h, no Anfiteatro do Dragão do Mar. Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). Mais informações: (85) 3488-8600.

Elizeth Rosa canta CLARA NUNES no Papo de Bamba da Clic TV





Claudia Alexandre apresenta o "Papo de Bamba".
O programa vai ao ar todo sábado às 14h pela Clictv.
www.clictv.com.br
Atualizado em 23/04/2012 às 14h45


http://mais.uol.com.br/view/wxs5e3bsd547/elizeth-rosa-canta-clara-nunes-no-papo-de-bamba-da-clic-tv-04020C1A3262C0B92326?types=A&

sábado, 5 de maio de 2012

CLARA NUNES É HOMENAGEADA EM CHICAGO!


CHICAGO SAMBA LOVERS TO CELEBRATE CLARA NUNES’ LEGACY
Os amantes do samba de Chicago celebram o legado de Clara Nunes

When samba fans think of women who have made their mark on traditional samba music, undoubtedly one name comes up more often than the rest: Clara Nunes. A powerful singer who left a strong musical legacy despite having a relatively short career, Nunes continues to influence samba musicians the world over. But her legacy goes beyond songs: She also led the way to a resurgence of African and folkloric influence in Brazilian popular music. And although her songs are well-known, the story of this iconic figure who changed the face of samba isn’t.

Tradução: Quando os fãs de samba acha das mulheres que fizeram a sua marca na música samba tradicional, sem dúvida, um nome surge com mais freqüência do que o resto: Clara Nunes. Um cantor poderoso, que deixou um legado musical muito forte apesar de ter uma carreira relativamente curta, Nunes continua a influenciar músicos de samba em todo o mundo. Mas seu legado vai além de canções: Ela também abriu o caminho para o ressurgimento da influência Africano e folclórico na música popular brasileira. E, apesar de suas canções são bem conhecidos, a história desta figura icónica que mudou a cara do samba não é.


Born in 1943 in Caetanópolis, Minas Gerais, Nunes faced her share of struggles in her early years. An orphan by age 3, she won her first vocal competition at the tender age of 9, receiving a blue dress as a prize. By age 14, living in a rural area, she began working as a seamstress in the same factory her father, a guitarist and musical influence, had worked before his death. Tragedy struck her family once again when one of her brothers murdered her boyfriend in 1957, setting in motion a chain of events that would lead her to fame and fortune.



After a move to the state capital, Belo Horizonte, Nunes moved in with two other siblings and made music her main priority. On weekends, she would participate in Coral Renascença, a neighborhood church choir where she happened to meet guitarist Jadir Ambrosio, best known for composing the anthem for Belo Horizonte soccer team Cruzeiro. Taken aback by her voice, so powerful for a girl of 16, Ambrosio was responsible for introducing Nunes to the local radio programs where she began making a name for herself. By 1965, Nunes was living in Rio de Janeiro, appearing on popular TV shows like Chacrinha and Almoço com as Estrelas. Soon after, the Odeon music label invited her to an audition that resulted in her first LP.


It wasn’t until 1970 that Nunes made her mark on samba. Up until then she’d been known mostly for boleros, but a visit to Luanda, Angola, influenced her deeply, causing her to seek out the help of friends and composers in the samba scene who would write some of the songs she is known for today. It is said that after her visit to Africa, she converted to Umbanda, an Afro-Brazilian religion, which also sparked an influence on her style. Her conversion to Umbanda also fueled her love affair with the Brazilian state of Bahia, the center of Afro-Brazilian culture.

Tradução: Nascido em 1943 em Caetanópolis, Minas Gerais, Nunes enfrentado sua cota de lutas em seus primeiros anos. Um órfão aos 3 anos, ela ganhou sua primeira competição vocal com a tenra idade de 9, recebendo um vestido azul como um prêmio. Aos 14 anos, vivendo em uma área rural, ela começou a trabalhar como costureira na mesma fábrica que o pai dela, um guitarrista e influência musical, tinha trabalhado antes de sua morte. A tragédia atingiu a família mais uma vez quando um de seus irmãos assassinados seu namorado em 1957, pondo em movimento uma cadeia de eventos que levariam para a fama e fortuna.

Após uma mudança para a capital do estado, Belo Horizonte, Nunes mudou-se com dois outros irmãos e fez música sua prioridade principal. Nos fins de semana, ela participaria Coral Renascença, um coro de igreja do bairro onde ela passou a atender guitarrista Jadir Ambrósio, mais conhecido por compor o hino para Belo Horizonte Cruzeiro equipe de futebol. Surpreso com a sua voz, tão poderoso para uma menina de 16 anos, Ambrosio foi responsável pela introdução Nunes aos programas de rádio locais onde ela começou a fazer um nome para si mesma. Em 1965, Nunes estava morando no Rio de Janeiro, aparecendo em programas de TV populares como Chacrinha e Almoço com como Estrelas. Logo depois, a gravadora Odeon a convidou para uma audição, que resultou em seu primeiro LP.

Não foi até 1970 que Nunes deixou sua marca no samba. Até então ela havia sido conhecido principalmente por boleros, mas uma visita a Luanda, Angola, influenciado-a profundamente, fazendo-a procurar a ajuda de amigos e compositores da cena samba que iria escrever algumas das canções que ela é conhecida por hoje. Diz-se que após sua visita a África, ela se converteu à Umbanda, uma religião afro-brasileira, que também provocou uma influência no seu estilo. Sua conversão à Umbanda também alimentou seu caso de amor com o estado brasileiro da Bahia, o centro da cultura afro-brasileira.

“É Baiana” or “She is Bahian” was her first samba, released in 1971 to critical acclaim. Songs that spoke of the African diaspora and slave trade became her trademark. She began incorporating folkloric instruments like atabaque (a conga-like instrument) and popularizing Bahian rhythms like jongo and ijexá, and a string of hit songs solidified her place among the Brazilian music greats. Songs like “Canto das Três Raças,” “Guerreira” and the samba school anthem ”Portela na Avenida” all broke musical barriers, as Nunes reached the pinnacle of her career in the mid- to late 70s. In 1980, 10 years after her first trip to the country, Nunes was asked to once again represent Brazil at a music festival in Angola alongside Chico Buarque and Dorival Caymmi.

Her sudden death on April 2, 1983, at the age of 39, shocked Brazil. 50,000 people filled Portela samba school’s headquarters for her wake, and even more lined the streets as her funeral procession made its way through Rio to her final resting place in a private cemetery in the Botafogo neighborhood.

Chicago’s Bêabá do Samba will be playing a tribute to her music tomorrow (Saturday, May 5) at 8:30 p.m. at Uncommon Ground, 1401 W. Devon Ave., Chicago, IL 60660. The band will play her most famous songs, as well as popular tunes that sing about the Orixás, the deities in the Afro-Brazilian religions of Umbanda and Candomblé.


Tradução: "E Baiana" ou "Ela é baiana" foi sua primeiro samba, lançado em 1971 e aclamado pela crítica. Canções que falavam da diáspora Africano e tráfico de escravos se tornou sua marca registrada. Ela começou a incorporar instrumentos folclóricos como atabaque (instrumento conga-like) e popularizar ritmos baianos como o jongo eo ijexá, e uma série de canções de sucesso solidificou seu lugar entre os grandes da música brasileira. Canções como "Canto das Três Raças", "Guerreira" e escola de samba hino "Portela nd Avenida" tudo quebrou barreiras musicais, como Nunes atingiu o auge de sua carreira em meados dos anos 70 para o final. Em 1980, 10 anos após sua primeira viagem ao país, Nunes foi convidado para mais uma vez representar o Brasil em um festival de música em Angola ao lado de Chico Buarque e Dorival Caymmi.

Sua morte repentina em 2 de abril de 1983, com a idade de 39 anos, chocou o Brasil. 50.000 pessoas lotaram a sede da Portela samba da escola para o velório, e ainda mais às ruas como seu cortejo fúnebre fez o seu caminho através do Rio para o seu lugar de descanso final em um cemitério particular no bairro de Botafogo.

Beaba de Chicago do Samba fará um tributo a sua música amanhã (sábado, 5 de maio) às 8:30 pm no Ground Uncommon, 1401 W. Devon Ave., Chicago, IL 60660. A banda vai tocar suas canções mais famosas, bem como melodias populares que cantam sobre os Orixás, as divindades das religiões afro-brasileiras de Umbanda e Candomblé.


Fonte da tradução: Google translator




sexta-feira, 4 de maio de 2012

Diogo Nogueira canta composições do pai na Virada Cultural


Obra do sambista João Nogueira é relembrada em três shows no Auditório Ibirapuera Tranquilo, mas tomando um "cuidado especial". É assim que Diogo Nogueira define seu estado de espírito ao se preparar para cantar composições do pai, João Nogueira, em três shows no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. A apresentação de sábado (5) faz parte da programação da Virada Cultural. "Faço meu trabalho com muita naturalidade, sem ficar preocupado com qualquer carga extra de responsabilidade", garante o cantor. É uma postura bem diferente, por exemplo, de uma cantora de Maria Rita, que durante muitos anos evitou cantar músicas do repertório de sua mãe, Elis Regina. "Cada um tem sua maneira de lidar com a carreira e repertório. No meu caso, eu canto João Nogueira desde pequeno e nunca tive restrição quanto a isso", responde Diogo ao ser perguntado sobre o exemplo de Maria Rita. Mas ele admite que, "para fazer uma homenagem bem feita", é preciso um "cuidado especial". "E assim tenho procurado fazer", afirma. As apresentações promovem o lançamento do "sambabook" (um trocadilho com a palavra "songbook") de João Nogueira. O projeto reúne 24 músicas do sambista, gravadas especialmente para o disco. Entre os escalados, estão nomes como Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Lenine, Djavan, Marcelo D2, Martinho da Vila, Seu Jorge, Alcione, Ivan Lins e Arlindo Cruz, entre outros. Além de Diogo Nogueira, é claro. De todos esses nomes, três vão acompanhar Diogo nos shows no Ibirapuera. Nesta sexta (4), a convidada é Mariene de Castro. No sábado (5), Martinho da Vila. E, no Domingo (5), Marcelo D2. Os ingressos para sábado já estão esgotados. Essa é a primeira vez que Diogo interpreta tantas músicas do pai de uma vez só. "Canto músicas do meu pai desde o meu primeiro DVD, mas essa é a primeira vez que tenho a oportunidade de fazer um show totalmente dedicado a ele", afirma. Morto em 2000, João Nogueira fez parte da ala de compositores da Portela e foi um dos fundadores de outra escola de samba, a Tradição. Lançou seu primeiro disco em 1972 e, a partir do segundo ("Lá Vou Eu", de 1974), tornou-se conhecido em todo o Brasil. Teve músicas gravadas por nomes como Clara Nunes, Elis Regina, Beth Carvalho e Elizeth Cardoso.

http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/musica/2012-05-04/diogo-nogueira-canta-composicoes-do-pai-na-virada-cultural.html

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Simone Costa e o Tributo à Clara Nunes



Homenagear Clara Nunes é um desafio. Esta estrela que embala nossos corações está acima de todas as homenagens que se possam prestar. Seu legado acalenta milhares de fãs e conquista novos admiradores. Clara Nunes radiosa, esfuziante, deslumbrante e encantadora, com seu peculiar modo de cantar, se expressava e principalmente transmitia felicidade através de suas interpretações. Foi e sempre será a luz que ilumina a Música Brasileira. Para exaltar Clara Nunes, essa artista que o Brasil nunca esqueceu a cantora Simone Costa que será uma das revelações mais promissoras do samba de raiz na atualidade, escolheu entre o vasto repertório de Clara, canções que retratam a essência de sua trajetória imortal. Simone Costa em tributo a Clara Nunes se apresentará neste sábado, 05 de Maio, a partir das 17 horas no Samba in Sete acompanhada pelo Grupo Samba de Chefe. Para comandar a roda de samba o mestre Renatinho Partideiro terá vários convidadospara versar o bom Partido Alto. Que será realizado no Terraço do Social Ramos Clube, na Rua Aureliano Lessa, 97, em Ramos, o Samba in Sete tem classificação livre e a entrada será franca.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Na sua estreia carioca, Mariene cai no samba com prato, faca e Tia Surica


Com prato, faca e a voz calorosa que Deus lhe deu, Mariene de Castro cantou na estreia nacional do show Tabaroinha samba feito pelo compositor baiano Oscar da Penha (1924 - 1997), o Batatinha, para saudar Paulinho da Viola e a turma da escola de samba Portela. Lançado em 1973 pelo próprio Batatinha, Ministro do Samba foi a deixa para que Mariene cantasse em seguida Miudinho (Raul Marques e Monarco sobre tema do folclore) - samba gravado por Paulinho em 1978 - e convocasse Tia Surica, ilustre pastora da Portela, ao palco do Teatro Rival, no Rio de Janeiro (RJ), onde o show Tabaroinha estreou na noite desta quarta-feira, 2 de maio de 2012. Surica - vista com a anfitriã na foto de Rodrigo Amaral - dançou o Miudinho no compasso de Mariene de Castro e, na sequência, solou Lama (Mauro Duarte), belo samba lançado pela cantora Clara Nunes (1942 - 1983), outra ilustre portelense, no álbum Canto das Três Raças (1976). As cores da Portela ganharam o tom da Bahia da Tabaroinha. 



 Foi através do samba Um Ser de Luz (João Nogueira, Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro) - composto em 1983 em homenagem a Clara Nunes (1942 - 1983), cantora falecida em abril daquele ano - que Mariene de Castro teve despertado seu interesse pela discografia de Clara. Apresentado a Mariene por Beth Carvalho, o samba Um Ser de Luz integra o repertório do recém-lançado segundo álbum de estúdio da cantora baiana, Tabaroinha, e o roteiro do show inspirado no disco. Na estreia nacional do show Tabaroinha, o (grande) samba foi cantado por Mariene com Diogo Nogueira, filho de João Nogueira (1941 - 2000), um dos compositores do tema. Diogo baixou no terreiro carioca de Mariene, que debutou nos palcos do Rio de Janeiro (RJ) na noite desta quarta-feira, 2 de maio de 2012, com a (concorrida) apresentação única de Tabaroinha no Teatro Rival. Após cantar Um Ser de Luz com Mariene, Diogo - visto com a anfitriã na foto de Rodrigo Amaral - cantou sozinho Vazio (Está Faltando Uma Coisa em Mim) e Todo Menino É um Rei, dois sambas do compositor baiano Nelson Rufino que fizeram sucesso na voz do cantor Roberto Ribeiro (1940 - 1996) em 1979 e em 1978, respectivamente. O solo de Diogo sinalizou a evolução do artista como cantor, que voltou à cena para participar do bis.

sábado, 28 de abril de 2012

HOJE É ANIVERSÁRIO DO COMPOSITOR PAULO CÉSAR PINHEIRO


Paulo César Francisco Pinheiro nasceu no Rio de Janeiro RJ em 28 de Abril de 1949. Morava em Angra dos Reis RJ quando fez seus primeiros versos, e foi nessa cidade que conheceu João de Aquino, seu parceiro nas primeiras musicas. Com ele, compôs Viagem, em 1964. Um ano depois, Baden Powell, primo de João de Aquino, convidou-o para escrever letras para suas musicas. Em 1968 compôs com Baden Powell o samba Lapinha, que venceu a I Bienal do Samba, da TV Record, de São Paulo SP, no mesmo ano, e foi gravado por Elis Regina em disco Phonogram. Ainda em 1968, fez, com Francis Hime, A grande ausente, defendida por Taiguara no III FMPB, da TV Record, e classificada em sexto lugar, e participou do III FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, com duas musicas – Sagarana (com João de Aquino), apresentada por Maria Odete, e Anunciação (com Francis Hime), interpretada pelo MPB-4. Concorreu ao IV FIC, em 1969, com Sermão (com Baden Powell) e, no ano seguinte, fez uma temporada de 15 dias em Paris, França, ao lado de Baden Powell. Em 1970 destacou-se com vários sucessos: Elis Regina gravou três musicas suas e de Baden Powell – Samba do perdão, Quaquaraquaquá e Aviso aos navegantes; e Elizeth Cardoso gravou Refém da solidão (com Baden Powell). Ainda em 1970, compôs 12 musicas para a trilha sonora da novela O semideus, da TV Globo, fez a trilha sonora para o filme A vingança dos doze, de Marcos Farias, e foi o responsável por roteiros de shows de Baden Powell. Em 1971, E lá se vão meus anéis (com Eduardo Gudin), defendida por Os Originais do Samba, venceu o IV Festival Universitário da Música Popular, da TV Tupi, do Rio de Janeiro. Participou, em 1972, do VII FIC, com Diálogo (com Baden Powell), música que ganhou festival na Espanha. Compôs musicas com Dori Caymmi para diversos filmes, entre eles Tati, a garota, de Bruno Barreto, em 1973. Compôs a musica da peça A teoria na pratica é outra, de Antônio Pedro, apresentada no Teatro Princesa Isabel, no Rio de Janeiro, em 1973. Em 1974, o MPB-4 gravou Agora é Portela 74 (com Maurício Tapajós). Fez ainda, nesse ano, a versão do musical Pippin, montado no Teatro Manchete, no Rio de Janeiro, e gravou seu primeiro LP, pela Odeon, apresentando-se como cantor. Em 1975-1976 participou com Márcia e Eduardo Gudin do show O importante e que nossa emoção sobreviva, levado no Teatro Oficina, que resultou num LP gravado ao vivo. Casou com a cantora mineira Clara Nunes em 1975. Compôs para a trilha sonora do filme A Batalha dos Guararapes, de Paulo Thiago (1978). Com Dori Caymmi, compôs Pedrinho e Jabuticaba, para a trilha do programa Sitio do Pica-pau Amarelo, da TV Globo. Fez a trilha sonora do programa Ra-tim-bum, da TV Cultura, compondo cinco músicas em parceria com Edu Lobo. Tem dois livros de poemas editados: Canto brasileiro (1976) e Viola morena (1982). Alguns dos últimos CDs que foram lançados com letras do compositor são: Parceria, 1994, Velas, gravado ao vivo do show com João Nogueira, com 12 das parcerias dos dois; Aboio, 1995, Saci, CD do violonista e compositor Sérgio Santos, com 13 toadas, choros e sambas em parceria com este; Tudo o que mais nos uniu, 1996, Velas, CD gravado ao vivo do show com Eduardo Gudin e Márcia, no Sesc Pompéia de São Paulo, em comemoração aos 20 anos do outro show da trinca; O som sagrado de Wilson das Neves, 1997, CID, estréia como intérprete do baterista Wilson, com 14 musicas inéditas, das quais 13 são parcerias de ambos. Escreveu mais de 1.300 letras, tendo mais de 700 sido gravadas ate 1997. 
Biografia: Enciclopédia da Música Brasileira Art Editora e PubliFolha
http://www.mpbnet.com.br/musicos/paulo.cesar.pinheiro/index.html



Foi casado com Clara Francisca Gonçalves Pinheiro para a qual compôs inúmeros sucessos como "O CANTO DAS TRÊS RAÇAS e PORTELA NA AVENIDA.



















CLARA NUNES É A HOMENAGEADA DO 10º MINAS TREND PREVIEW EM DESFILE DE MODAS.
SUA VOZ TOMOU CONTA DA PASSARELA, CAUSANDO NOSTÁLGICA ALEGRIA!



Natureza do bem e da alegria em desfile



Manhã de sol entre nuvens, árvores e samambaias. Começa assim, remetendo à beleza da natureza e os riscos que a perseguem, o último dia de desfiles do 10º Minas Trend Preview, sexta-feira 27.

Em cena, a coleção de primavera-verão 2011/2012 do mineiro Victor Dzenk, trazendo duas novidades: apoio beneficente para ChildFund-Fundo da Criança Brasil e lançamento de coleção masculina. Na noite da véspera, a moda já exalava alegria, tanto na coleção circense da Patogê quanto na estreante Fabiana Millazo como na carioca Alessa.
Victor Dzenk, que volta a desfilar no Minas Trend, desenhou camisetas, cuja venda será revertida para o ChildFund, ong presente no país desde 1966, atendendo 143 mil crianças. O estilista mineiro abraçou a causa e promete “repetir a parceria anualmente”. E, diante de códigos e usinas poluidoras, ele aplica sua preocupação em trajes tropicalistas.
Quanto à novíssima coleção masculina, “chega toda inspirada no beach wear”, dentro do tema Neo Tropicália. As estampas da exuberante natureza brasileira estão nas sungas, camisetas e bermudas. Mesmo tema dos lânguidos e sensuais vestidos.
O jersey modela o corpo feminino como moulage, explorando os lenços. Outros destaques: uso de tule para dar dando nesgas de transparências aos vestidos de festa e padronagens de efeitos ópticos para as folhagens.
A natureza brasileira, mas a que se avista no mar, toma conta das estampas dos vestidos da designer carioca Alessa. Conchas de diferentes formatos ocupam a coleção, algumas valendo-se da técnica holográfica. O tema remete à imagem da cantora Clara Nunes, a homenageada da estação. Sua voz tomou conta da passarela, causando nostálgica alegria.
O estreante Vitor Zerbinato também lançou seu olhar para a natureza, perscrutando os “Segredos do Mar” e trazendo à tona algas, filhas de Netuno e Iemanjá e corais. As saias ganham formas que lembram rabo de peixe, as cores contemplam as espumas brancas e o profundo azul marinho, bem como a cor coral. Os paetês sugerem escamas e as pérolas brancas e pretas ilustram o tema em sua poção romântica.
Sob os acordes da Orquestra Voadora, a mineira Patogê brindou o respeitável público com uma coleção inspirada na natureza alegre e mágica do circo. Com esse mote, listras, godê, suspensórios, jeans mambembes ganham novas leituras.
E Fabiana Milazzo fez seu batismo de passarela do Minas Trend com o tema “Mulheres de Chico”, em que as músicas de Chico Buarque, as que contemplam a natureza feminina, pontuam o desfile e inspiram a coleção.
Assim, alegremente, a coleção ora surge romântica ora dramática, ora sensual ora sonhadora. Cores branca, vermelha, coral e pink ilustram os estados d’alma, bem como bordados,cortes, formas e recortes.


MARIENE DE CASTRO EMOCIONADA AO CANTAR UM SER DE LUZ, HOMENAGEM À CLARA EM SEU NOVO TRABALHO





Mariene de Castro nacionaliza sua ‘tabaroíce’ em novo disco


RIO - Diminutivo feminino de tabaréu (o mesmo que matuto, capiau), "tabaroinha" é como a baiana Mariene de Castro se define. Ao escolher o adjetivo como título de seu terceiro CD, ela procura mostrar que estrear numa grande gravadora (Universal) e ser acolhida como uma das mais promissoras cantoras de samba não estão alterando seu jeito de ser.
— Saio da minha taba para me misturar com outras tribos, mas sem perder meu sotaque, meu canto, meu ritmo — afirma ela, grávida aos 33 anos de seu quarto filho (a primeira menina) e que virá para o Rio, com o barrigão, lançar o disco na próxima quarta-feira, no Rival. — Vou levar minha tabaroíce por aí até junho. Quero contribuir com esse olhar e esse sentimento do tabaréu, que tem um tempo diferente, mais lento. E, hoje, ninguém tem tempo para mais nada.

Estúdio no meio da floresta

A realização do CD seguiu esse pensamento. Mariene, seus filhos, o produtor Alê Siqueira, os músicos (alguns estão com ela desde o início da carreira, em 1996) e técnicos passaram um mês num estúdio montado no meio de um parque florestal de Mata de São João, pequeno município na Costa do Sauípe.
— É um lugar simples, de gente simples. Não pegava telefone nem internet. Só à noite, quando íamos dormir num hotel em Sauípe, tínhamos acesso a isso. Foi fundamental para o disco ficar com a minha cara — conta.
Mariene acha que, das 13 faixas, "Estrada do Canindé" é a que traduz melhor a tal tabaroíce. Mas a canção do pernambucano Luiz Gonzaga e do cearense Humberto Teixeira é exceção num repertório em que ainda predominam autores e sonoridades da Bahia.
— Nos meus outros discos, 90% dos compositores eram baianos. Agora tem Martinho da Vila, Arlindo Cruz, João Nogueira e, além dos cariocas, tem a Flavia Wenceslau, que é paraibana (autora de "Filha do mar") — diz ela, que considera natural priorizar o ambiente baiano. — As referências do candomblé, por exemplo, são muito próximas, sou filha de Oxum.
Roque Ferreira, sempre o mais escolhido por Mariene, é o compositor de "Orixá de frente", "Ponto de Nanã" e "Foguete" (em parceria com J. Velloso). Outros baianos contemporâneos são Nelson Rufino ("Amuleto da sorte") e Roberto Mendes ("Marujo", com Nizaldo Costa). E ela ainda escolheu um tema de Dorival Caymmi ("Tia Nastácia", adaptação que ele fez de sua "Cantiga pro sinhozinho" para a trilha da primeira versão do "Sítio do Picapau Amarelo") e o lundu de Xisto Bahia que foi, em 1902, a primeira música gravada no Brasil: "Isto é bom".


Embora admiradora e amiga de Maria Bethânia — tia de J. Velloso, com quem Mariene foi casada —, a cantora vem sendo mais comparada a Clara Nunes. O jeito de cantar e o cabelo lembram a mineira que se radicou no Rio e estaria completando 70 anos em 2012, mas Mariene diz que só foi conhecer o trabalho de Clara quando era adulta, e por causa das comparações. Agora, gravou "Um ser de luz", feita por João Nogueira, Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro pouco após a morte da intérprete, em 1983.
— Ouvi "Um ser de luz" no Rio, na voz da Beth Carvalho, e naquele dia entendi a saudade que o Brasil tem de Clara. Para ficar mais emocionada, fui chamada para cantar exatamente "Um ser de luz" num projeto em homenagem a João Nogueira — explica ela, que também participou do projeto "Quintal do Pagodinho" e vem cativando cariocas como Arlindo Cruz (autor da faixa "A pureza da flor") e Martinho da Vila (de quem regravou "Roda ciranda").

sexta-feira, 27 de abril de 2012

MARIENE DE CASTRO DEDICA GRAVAÇÃO DE UM SER DE LUZ À CLARA NUNES EM SEU NOVO CD "TABAROINHA"




Em “Tabaroinha”, segundo trabalho pela gravadora Universal,
Mariene de Castro reafirma a força indelével de seu canto.



Foi lançando mão do diminutivo feminino da expressão-adjetivo tabaréu que a cantora baiana Marilene de Castro construiu o conceito com que alinhavaria o seu novo trabalho, “Tabaroinha”. Não é preciso enveredar, no entanto, pelos caminhos da semântica a fim de desnudar o significado do vocábulo comumente usado nos interiores do Brasil para designar aquela menininha acanhada, matuta, caipira. Tabaroinha é o nome que batiza o terceiro álbum da artista, que começou a cantar aos 13 anos de idade e, desde muito pequenina, sambava na frente do espelho vestida de baiana, cheia de pulseiras.


Mariene de Castro é mesmo uma tabaroinha por natureza, mas seu canto, sua arte, embora preserve de forma muito íntima e indelével as referências culturais interioranas que acabariam por se converter em matrizes para a constituição de um trabalho singular, traduzem a maturidade de uma cantora absolutamente pronta para brilhar nos grandes centros urbanos do Brasil e do restante do mundo. Não à toa encantou a França, onde a crítica especializada a comparou com Edith Piaf pela arrebatadora força cênica que, por si só, ilumina qualquer palco. Não à toa abocanhou os Prêmios Braskem (2004) e TIM de Música (2005). Não à toa vem sendo apontada como a maior e mais importante revelação do samba no Brasil nas últimas duas décadas.

“Tabaroinha” chega para assinalar a importância de Mariene de Castro no atual cenário da música brasileira, revelando a sensibilidade e a coerência da cantora na escolha de um repertório que apresenta o Brasil tal qual o é: ora árido, ora fértil, ora doce e saudável, ora amargo e dolente, mas incondicionalmente feliz; um país que todos conhecemos, mas nem sempre reconhecemos; a terra do samba que dá e de Nosso senhor da Aquarela de Ary; da fé cega e também raciocinada que se encontram e se dissipam nos altares católicos e nos terreiros de candomblé; uma nação repleta de matizes geográficas, étnicas e socioculturais, apaixonante e surpreendente como Mariene. “Tabaroinha” cumpre justamente, de forma despretensiosa e delicada, a tarefa de nos conduzir a uma viagem prazerosa, poética, harmônica, pelas belezas sonoras do Brasil.

E é essa talentosa e verdadeira baiana, a grande guia desta trilha, que nos aponta o caminho com A pureza da flor, sucesso de Arlindo Cruz que, lindamente reeditado, ganha ares de um quente samba-de-roda, amparado por um coro de vozes femininas. Não há hiato para dúvidas: Mariene de Castro possui uma marca autoral na seleção e interpretação do repertório que seduz não somente pela incrível capacidade de preservar a memória de ícones e ritmos quase esquecidos do nosso cancioneiro como também pela explosão cênico-interpretativa com que os revela a uma nova geração com sede de cultura. Assim, Filha do mar, canção inédita da cantora e compositora pernambucana Flavia Wenceslau, que dá sequência ao trabalho, traduz-se em um dos mais belos registros do álbum, em que a imponência da batida do maracatu se alia à afabilidade da sanfona numa cordialidade que atrai pelo contraste e impressiona pela precisão.

A perspicácia em apresentar a pluralidade dos ritmos brasileiros, que fazem do país uma terra singular na cena internacional, é o grande trunfo desta tabaroinha baiana que privilegia os compositores que sempre fizeram parte de sua memória afetiva e cujas canções inspiraram-na ao ofício do canto. Os conterrâneos Dorival Caymmi (1914 – 2008), Nelson Rufino e Roque Ferreira, recorrentes na discografia da intérprete, novamente são reverenciados. Do primeiro, Mariene pinça uma relíquia imortalizada no universo infantil do Sítio do picapau amarelo: História pro sinhozinho, registrada por Maria Bethânia em Pirata (2006) e que na década de 1970, para a adaptação televisiva da obra de Monteiro Lobato, foi convertida em tema da personagem Tia Anatáscia. É a versão infantil, que altera no refrão o nome de ‘Sinhá Zefa’ para ‘Tia Anastácia’, no entanto, a selecionada pela cantora para homenagear Caymmi.

De Rufino, o samba Amuleto da sorte, que lhe foi dado de presente, já nasceu clássico e se qualifica para figurar no ranking das grandes criações do autor de hits imortalizados por um cast de intérpretes famosos que inclui nomes como Martinho da Vila, Nara Leão, Elza Soares, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho e Alcione. Roque Ferreira, por sua vez, é saudado em três faixas, o que revela a paixão da artista pela obra do aclamado compositor. Foguete, xote inédito com versos pontuados pela costumeira delicadeza de Roque, traduz com singeleza o romantismo, as paixões rasgadas do interior, e chega até a prestar devidas deferências ao poeta recifense João Cabral de Melo Neto, um momento de pura beleza neste álbum com a cara e a alma do Brasil. Roque se apresenta também em Orixá de frente, gravada por Roberta Sá em Quando o canto é reza (2010), trabalho que a cantora a ele dedicou, e no ijexá Ponto de Nanã, saudação à deusa dos mistérios, divindade de origem simultânea à criação do mundo, senhora de muitos búzios, que sintetiza a morte, a fecundidade e a riqueza.

A canção, inclusive, já tem videoclipe pronto, gravado na Reserva de Sapiranga, no Litoral Norte da Bahia, pelo cineasta norte-americano Kaya Verruno. Foi nessa mesma reserva, diga-se de passagem, em meio às forças da natureza, que “Tabaroinha” foi parido, quando por sugestão do produtor Alê Siqueira, um estúdio foi montado em plena mata para abrigar por duas semanas a cantora e os músicos que a acompanham neste segundo trabalho pela Universal. O primeiro, “Santo de casa ao vivo”, foi lançado ano passado pela gravadora juntamente com o DVD do espetáculo homônimo com que a cantora arrebatava o público no Espaço Cultural da Barroquinha, localizado na região central de Salvador.

Entre os muitos resgates a que se propõe realizar em “Tabaroinha” para atestar sua qualidade como intérprete, Mariene não esquece daqueles que ajudaram a construir a história da música brasileira. Bate-cabeça, portanto, com vontade para o nosso Oxalá do Baião, Luiz Gonzaga, celebrando o centenário de nascimento do mestre pernambucano com o registro de Estrada de Canindé. Sublime! Ela contempla ainda Martinho da Vila, repaginando o sucesso Roda ciranda, alçada ao top ten das rádios por Alcione em 1984 em decorrência da gravação (em dupla com Maria Bethânia) no disco Da cor do Brasil.

Neste passeio pelo relicário sonoro brasileiro, a cantora traz para a boca-de-cena a primeira canção gravada no país, em 1902: Isto é bom, lundu do compositor, cantor e ator soteropolitano Xisto Bahia (1841 – 1894), que reverbera em “Tabaroinha” como samba-amaxixado em nova leitura primorosa. Apaixonada que é pelo samba, Mariene reconhece a importância das grandes intérpretes femininas que impulsionaram o gênero no mercado fonográfico, como a saudosa Clara Nunes, a quem dedica a gravação de Um ser de luz, canção do trio Paulo César Pinheiro/João Nogueira/Mauro Duarte, feita para homenagear a cantora mineira, morta repentinamente em 1983 após um choque anafilático durante uma cirurgia de varizes.


Com sua poderosa voz, Mariene de Castro nos intima a acreditar em novos caminhos para a música no Brasil e nos leva à elaboração de um autorretrato verdadeiro diante das belezas e dos contrastes de um país que tem cheiro e sabor de terra molhada, em que todos somos eternos tabaréus. Ainda bem!


http://www.agitototal.com/2012/04/mariene-de-castro-lanca-seu-novo-cd-de.html



FESTA DO TRABALHADOR DESTACARÁ SAMBA E CARNAVAL



SANDRA PORTELLA CANTA SUCESSOS DE CLARA NUNES


Os dois mundos tão próximos e tão distantes ao mesmo tempo do Samba e do Carnaval serão destaque na festa do trabalhador promovida pela Prefeitura de Sapucaia no próximo fim de semana prolongado.

No domingo (29/04) o Grupo Samba Kent, e na segunda-feira (30/04), véspera de feriado, a mineira Sandra Portella, estarão se apresentando gratuitamente na Praça da Miguel Couto (Árvore Grande) a partir das 21 horas.

Filha da compositora Lecy do Samba e de Valdir Delgado, compositor da Imperatriz Leopoldinense nos anos 50, Sandra Portella cantará sucessos de Clara Nunes, Alcione, Elza Soares, Paulinho da Viola e Zeca Pagodinho mostrando toda sua ginga e energia.



TRIBUTO A CLARA NUNES NO SAMBA IN SETE COM SIMONE COSTA




Simone Costa, a flor morena do samba de raiz, estará no palco do projeto Samba in Sete no próximo dia 05. A cantora e compositora é neta de Justiniano Soares da Costa, o primeiro clarinetista da Marinha do Brasil, convivendo na musica desde a infância. Simone Costa aprimorou seu talento nos principais redutos de samba autentico como: Cacique de Ramos, Clube do Cozido, Renascença Clube e Samba do Trabalhador ao lado de Moacyr Luz, entre muitos outros. Participou do Tributo à Candeia na GRES Portela, sendo atração do evento juntamente com “Reinaldo, o Príncipe do Pagode” no Samba, Choro e Cozido.

Serviço:
Tributo a Clara Nunes no Samba in Sete
Data: 05/05/2012
Local: Terraço Social Ramos Clube
End. Rua Aureliano Lessa, 97 – Ramos

Encontro de gigantes: Clementina de Jesus e Clara Nunes, há 35 anos


Por Daniel Setti
Elas tinham vozes diametralmente opostas. Clementina de Jesus (1901-1987), com seu potente e grave gogó de trovão, parecia uma prima perdida de Nina Simone que nascera por acaso em Valença, no estado do Rio de Janeiro; não menos inconfundível, o timbre da mineira de Caetanópolis Clara Nunes (1942-1983) emanava uma doçura mais, digamos, comercial.
Mesmo assim, as duas divas combinavam quase à perfeição. Tanto é que colaboraram em mais de uma ocasião. A primeira de destaque foi em gravação da deliciosa “PCJ (Partido Clementina de Jesus)”, composição-tributo de autoria do lendário sambista Antônio Candeia (1935-1978) interpretada por ambas no disco Forças da Natureza, lançado por Clara em 1977.
Embora seja coroada pelo despretensioso e irresistível refrão “não vadeia (sic) Clementina”, a letra da música se envereda curiosamente pela ecologia, em versos como “cadê o cantar dos passarinhos?/ar puro não encontro mais não”.
Dois anos depois, seria a vez de Clementina convidar a amiga para participar de seu álbum de duetos intitulado simplesmente Clementinana faixa “Embala Eu”, de Albaleria. Entre os outros ilustres que dividiram o microfone com ela na ocasião estiveram João Bosco e Martinho da Vila.
Abaixo, clipe (tipicamente vagabundo, como a maioria do período) produzido pela Globo em 1977 para “PCJ (Partido Clementina de Jesus)”. Não percam o detalhe nonsense aos 35 segundos, quando aparece um suposto figurante consertando o motor de um Fusca.



MAIS UMA HOMENAGEM AOS 70 ANOS DE CLARA NUNES


Dessa vez a publicação na Revista Espirita de Umbanda de abril de 2012






Eparrei Oyá!!