Sabiá...Até um dia!
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Elizeth Rosa canta CLARA NUNES no Papo de Bamba da Clic TV
Claudia Alexandre apresenta o "Papo de Bamba".
O programa vai ao ar todo sábado às 14h pela Clictv.
www.clictv.com.br
Atualizado em 23/04/2012 às 14h45
http://mais.uol.com.br/view/wxs5e3bsd547/elizeth-rosa-canta-clara-nunes-no-papo-de-bamba-da-clic-tv-04020C1A3262C0B92326?types=A&
sábado, 5 de maio de 2012
CLARA NUNES É HOMENAGEADA EM CHICAGO!
CHICAGO SAMBA LOVERS TO CELEBRATE CLARA NUNES’ LEGACY
Os amantes do samba de Chicago celebram o legado de Clara Nunes
Her sudden death on April 2, 1983, at the age of 39, shocked Brazil. 50,000 people filled Portela samba school’s headquarters for her wake, and even more lined the streets as her funeral procession made its way through Rio to her final resting place in a private cemetery in the Botafogo neighborhood.
Chicago’s Bêabá do Samba will be playing a tribute to her music tomorrow (Saturday, May 5) at 8:30 p.m. at Uncommon Ground, 1401 W. Devon Ave., Chicago, IL 60660. The band will play her most famous songs, as well as popular tunes that sing about the Orixás, the deities in the Afro-Brazilian religions of Umbanda and Candomblé.
Fonte da tradução: Google translator
CHICAGO SAMBA LOVERS TO CELEBRATE CLARA NUNES’ LEGACY
Os amantes do samba de Chicago celebram o legado de Clara Nunes
When samba fans think of women who have made their mark on traditional samba music, undoubtedly one name comes up more often than the rest: Clara Nunes. A powerful singer who left a strong musical legacy despite having a relatively short career, Nunes continues to influence samba musicians the world over. But her legacy goes beyond songs: She also led the way to a resurgence of African and folkloric influence in Brazilian popular music. And although her songs are well-known, the story of this iconic figure who changed the face of samba isn’t.
Tradução: Quando os fãs de samba acha das mulheres que fizeram a sua marca na música samba tradicional, sem dúvida, um nome surge com mais freqüência do que o resto: Clara Nunes. Um cantor poderoso, que deixou um legado musical muito forte apesar de ter uma carreira relativamente curta, Nunes continua a influenciar músicos de samba em todo o mundo. Mas seu legado vai além de canções: Ela também abriu o caminho para o ressurgimento da influência Africano e folclórico na música popular brasileira. E, apesar de suas canções são bem conhecidos, a história desta figura icónica que mudou a cara do samba não é.
Born in 1943 in Caetanópolis, Minas Gerais, Nunes faced her share of struggles in her early years. An orphan by age 3, she won her first vocal competition at the tender age of 9, receiving a blue dress as a prize. By age 14, living in a rural area, she began working as a seamstress in the same factory her father, a guitarist and musical influence, had worked before his death. Tragedy struck her family once again when one of her brothers murdered her boyfriend in 1957, setting in motion a chain of events that would lead her to fame and fortune.
After a move to the state capital, Belo Horizonte, Nunes moved in with two other siblings and made music her main priority. On weekends, she would participate in Coral Renascença, a neighborhood church choir where she happened to meet guitarist Jadir Ambrosio, best known for composing the anthem for Belo Horizonte soccer team Cruzeiro. Taken aback by her voice, so powerful for a girl of 16, Ambrosio was responsible for introducing Nunes to the local radio programs where she began making a name for herself. By 1965, Nunes was living in Rio de Janeiro, appearing on popular TV shows like Chacrinha and Almoço com as Estrelas. Soon after, the Odeon music label invited her to an audition that resulted in her first LP.
It wasn’t until 1970 that Nunes made her mark on samba. Up until then she’d been known mostly for boleros, but a visit to Luanda, Angola, influenced her deeply, causing her to seek out the help of friends and composers in the samba scene who would write some of the songs she is known for today. It is said that after her visit to Africa, she converted to Umbanda, an Afro-Brazilian religion, which also sparked an influence on her style. Her conversion to Umbanda also fueled her love affair with the Brazilian state of Bahia, the center of Afro-Brazilian culture.
Tradução: Nascido em 1943 em Caetanópolis, Minas Gerais, Nunes enfrentado sua cota de lutas em seus primeiros anos. Um órfão aos 3 anos, ela ganhou sua primeira competição vocal com a tenra idade de 9, recebendo um vestido azul como um prêmio. Aos 14 anos, vivendo em uma área rural, ela começou a trabalhar como costureira na mesma fábrica que o pai dela, um guitarrista e influência musical, tinha trabalhado antes de sua morte. A tragédia atingiu a família mais uma vez quando um de seus irmãos assassinados seu namorado em 1957, pondo em movimento uma cadeia de eventos que levariam para a fama e fortuna.
Após uma mudança para a capital do estado, Belo Horizonte, Nunes mudou-se com dois outros irmãos e fez música sua prioridade principal. Nos fins de semana, ela participaria Coral Renascença, um coro de igreja do bairro onde ela passou a atender guitarrista Jadir Ambrósio, mais conhecido por compor o hino para Belo Horizonte Cruzeiro equipe de futebol. Surpreso com a sua voz, tão poderoso para uma menina de 16 anos, Ambrosio foi responsável pela introdução Nunes aos programas de rádio locais onde ela começou a fazer um nome para si mesma. Em 1965, Nunes estava morando no Rio de Janeiro, aparecendo em programas de TV populares como Chacrinha e Almoço com como Estrelas. Logo depois, a gravadora Odeon a convidou para uma audição, que resultou em seu primeiro LP.
Não foi até 1970 que Nunes deixou sua marca no samba. Até então ela havia sido conhecido principalmente por boleros, mas uma visita a Luanda, Angola, influenciado-a profundamente, fazendo-a procurar a ajuda de amigos e compositores da cena samba que iria escrever algumas das canções que ela é conhecida por hoje. Diz-se que após sua visita a África, ela se converteu à Umbanda, uma religião afro-brasileira, que também provocou uma influência no seu estilo. Sua conversão à Umbanda também alimentou seu caso de amor com o estado brasileiro da Bahia, o centro da cultura afro-brasileira.
“É Baiana” or “She is Bahian” was her first samba, released in 1971 to critical acclaim. Songs that spoke of the African diaspora and slave trade became her trademark. She began incorporating folkloric instruments like atabaque (a conga-like instrument) and popularizing Bahian rhythms like jongo and ijexá, and a string of hit songs solidified her place among the Brazilian music greats. Songs like “Canto das Três Raças,” “Guerreira” and the samba school anthem ”Portela na Avenida” all broke musical barriers, as Nunes reached the pinnacle of her career in the mid- to late 70s. In 1980, 10 years after her first trip to the country, Nunes was asked to once again represent Brazil at a music festival in Angola alongside Chico Buarque and Dorival Caymmi.
Chicago’s Bêabá do Samba will be playing a tribute to her music tomorrow (Saturday, May 5) at 8:30 p.m. at Uncommon Ground, 1401 W. Devon Ave., Chicago, IL 60660. The band will play her most famous songs, as well as popular tunes that sing about the Orixás, the deities in the Afro-Brazilian religions of Umbanda and Candomblé.
Tradução: "E Baiana" ou "Ela é baiana" foi sua primeiro samba, lançado em 1971 e aclamado pela crítica. Canções que falavam da diáspora Africano e tráfico de escravos se tornou sua marca registrada. Ela começou a incorporar instrumentos folclóricos como atabaque (instrumento conga-like) e popularizar ritmos baianos como o jongo eo ijexá, e uma série de canções de sucesso solidificou seu lugar entre os grandes da música brasileira. Canções como "Canto das Três Raças", "Guerreira" e escola de samba hino "Portela nd Avenida" tudo quebrou barreiras musicais, como Nunes atingiu o auge de sua carreira em meados dos anos 70 para o final. Em 1980, 10 anos após sua primeira viagem ao país, Nunes foi convidado para mais uma vez representar o Brasil em um festival de música em Angola ao lado de Chico Buarque e Dorival Caymmi.
Sua morte repentina em 2 de abril de 1983, com a idade de 39 anos, chocou o Brasil. 50.000 pessoas lotaram a sede da Portela samba da escola para o velório, e ainda mais às ruas como seu cortejo fúnebre fez o seu caminho através do Rio para o seu lugar de descanso final em um cemitério particular no bairro de Botafogo.
Beaba de Chicago do Samba fará um tributo a sua música amanhã (sábado, 5 de maio) às 8:30 pm no Ground Uncommon, 1401 W. Devon Ave., Chicago, IL 60660. A banda vai tocar suas canções mais famosas, bem como melodias populares que cantam sobre os Orixás, as divindades das religiões afro-brasileiras de Umbanda e Candomblé.
Fonte da tradução: Google translator
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Diogo Nogueira canta composições do pai na Virada Cultural
Obra do sambista João Nogueira é relembrada em três shows no Auditório Ibirapuera
Tranquilo, mas tomando um "cuidado especial". É assim que Diogo Nogueira define seu estado de espírito ao se preparar para cantar composições do pai, João Nogueira, em três shows no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. A apresentação de sábado (5) faz parte da programação da Virada Cultural.
"Faço meu trabalho com muita naturalidade, sem ficar preocupado com qualquer carga extra de responsabilidade", garante o cantor.
É uma postura bem diferente, por exemplo, de uma cantora de Maria Rita, que durante muitos anos evitou cantar músicas do repertório de sua mãe, Elis Regina.
"Cada um tem sua maneira de lidar com a carreira e repertório. No meu caso, eu canto João Nogueira desde pequeno e nunca tive restrição quanto a isso", responde Diogo ao ser perguntado sobre o exemplo de Maria Rita.
Mas ele admite que, "para fazer uma homenagem bem feita", é preciso um "cuidado especial". "E assim tenho procurado fazer", afirma.
As apresentações promovem o lançamento do "sambabook" (um trocadilho com a palavra "songbook") de João Nogueira. O projeto reúne 24 músicas do sambista, gravadas especialmente para o disco. Entre os escalados, estão nomes como Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Lenine, Djavan, Marcelo D2, Martinho da Vila, Seu Jorge, Alcione, Ivan Lins e Arlindo Cruz, entre outros. Além de Diogo Nogueira, é claro.
De todos esses nomes, três vão acompanhar Diogo nos shows no Ibirapuera. Nesta sexta (4), a convidada é Mariene de Castro. No sábado (5), Martinho da Vila. E, no Domingo (5), Marcelo D2. Os ingressos para sábado já estão esgotados.
Essa é a primeira vez que Diogo interpreta tantas músicas do pai de uma vez só. "Canto músicas do meu pai desde o meu primeiro DVD, mas essa é a primeira vez que tenho a oportunidade de fazer um show totalmente dedicado a ele", afirma.
Morto em 2000, João Nogueira fez parte da ala de compositores da Portela e foi um dos fundadores de outra escola de samba, a Tradição.
Lançou seu primeiro disco em 1972 e, a partir do segundo ("Lá Vou Eu", de 1974), tornou-se conhecido em todo o Brasil. Teve músicas gravadas por nomes como Clara Nunes, Elis Regina, Beth Carvalho e Elizeth Cardoso.
http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/musica/2012-05-04/diogo-nogueira-canta-composicoes-do-pai-na-virada-cultural.html
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Simone Costa e o Tributo à Clara Nunes
Homenagear Clara Nunes é um desafio. Esta estrela que embala nossos corações está acima de todas as homenagens que se possam prestar. Seu legado acalenta milhares de fãs e conquista novos admiradores. Clara Nunes radiosa, esfuziante, deslumbrante e encantadora, com seu peculiar modo de cantar, se expressava e principalmente transmitia felicidade através de suas interpretações. Foi e sempre será a luz que ilumina a Música Brasileira.
Para exaltar Clara Nunes, essa artista que o Brasil nunca esqueceu a cantora Simone Costa que será uma das revelações mais promissoras do samba de raiz na atualidade, escolheu entre o vasto repertório de Clara, canções que retratam a essência de sua trajetória imortal.
Simone Costa em tributo a Clara Nunes se apresentará neste sábado, 05 de Maio, a partir das 17 horas no Samba in Sete acompanhada pelo Grupo Samba de Chefe. Para comandar a roda de samba o mestre Renatinho Partideiro terá vários convidadospara versar o bom Partido Alto.
Que será realizado no Terraço do Social Ramos Clube, na Rua Aureliano Lessa, 97, em Ramos, o Samba in Sete tem classificação livre e a entrada será franca.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Na sua estreia carioca, Mariene cai no samba com prato, faca e Tia Surica
Com prato, faca e a voz calorosa que Deus lhe deu, Mariene de Castro cantou na estreia nacional do show Tabaroinha samba feito pelo compositor baiano Oscar da Penha (1924 - 1997), o Batatinha, para saudar Paulinho da Viola e a turma da escola de samba Portela. Lançado em 1973 pelo próprio Batatinha, Ministro do Samba foi a deixa para que Mariene cantasse em seguida Miudinho (Raul Marques e Monarco sobre tema do folclore) - samba gravado por Paulinho em 1978 - e convocasse Tia Surica, ilustre pastora da Portela, ao palco do Teatro Rival, no Rio de Janeiro (RJ), onde o show Tabaroinha estreou na noite desta quarta-feira, 2 de maio de 2012. Surica - vista com a anfitriã na foto de Rodrigo Amaral - dançou o Miudinho no compasso de Mariene de Castro e, na sequência, solou Lama (Mauro Duarte), belo samba lançado pela cantora Clara Nunes (1942 - 1983), outra ilustre portelense, no álbum Canto das Três Raças (1976). As cores da Portela ganharam o tom da Bahia da Tabaroinha.
Foi através do samba Um Ser de Luz (João Nogueira, Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro) - composto em 1983 em homenagem a Clara Nunes (1942 - 1983), cantora falecida em abril daquele ano - que Mariene de Castro teve despertado seu interesse pela discografia de Clara. Apresentado a Mariene por Beth Carvalho, o samba Um Ser de Luz integra o repertório do recém-lançado segundo álbum de estúdio da cantora baiana, Tabaroinha, e o roteiro do show inspirado no disco. Na estreia nacional do show Tabaroinha, o (grande) samba foi cantado por Mariene com Diogo Nogueira, filho de João Nogueira (1941 - 2000), um dos compositores do tema. Diogo baixou no terreiro carioca de Mariene, que debutou nos palcos do Rio de Janeiro (RJ) na noite desta quarta-feira, 2 de maio de 2012, com a (concorrida) apresentação única de Tabaroinha no Teatro Rival. Após cantar Um Ser de Luz com Mariene, Diogo - visto com a anfitriã na foto de Rodrigo Amaral - cantou sozinho Vazio (Está Faltando Uma Coisa em Mim) e Todo Menino É um Rei, dois sambas do compositor baiano Nelson Rufino que fizeram sucesso na voz do cantor Roberto Ribeiro (1940 - 1996) em 1979 e em 1978, respectivamente. O solo de Diogo sinalizou a evolução do artista como cantor, que voltou à cena para participar do bis.
sábado, 28 de abril de 2012
HOJE É ANIVERSÁRIO DO COMPOSITOR PAULO CÉSAR PINHEIRO
Paulo César Francisco Pinheiro nasceu no Rio de Janeiro RJ em 28 de Abril de 1949. Morava em Angra dos Reis RJ quando fez seus primeiros versos, e foi nessa cidade que conheceu João de Aquino, seu parceiro nas primeiras musicas. Com ele, compôs Viagem, em 1964. Um ano depois, Baden Powell, primo de João de Aquino, convidou-o para escrever letras para suas musicas.
Em 1968 compôs com Baden Powell o samba Lapinha, que venceu a I Bienal do Samba, da TV Record, de São Paulo SP, no mesmo ano, e foi gravado por Elis Regina em disco Phonogram. Ainda em 1968, fez, com Francis Hime, A grande ausente, defendida por Taiguara no III FMPB, da TV Record, e classificada em sexto lugar, e participou do III FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, com duas musicas – Sagarana (com João de Aquino), apresentada por Maria Odete, e Anunciação (com Francis Hime), interpretada pelo MPB-4.
Concorreu ao IV FIC, em 1969, com Sermão (com Baden Powell) e, no ano seguinte, fez uma temporada de 15 dias em Paris, França, ao lado de Baden Powell. Em 1970 destacou-se com vários sucessos: Elis Regina gravou três musicas suas e de Baden Powell – Samba do perdão, Quaquaraquaquá e Aviso aos navegantes; e Elizeth Cardoso gravou Refém da solidão (com Baden Powell). Ainda em 1970, compôs 12 musicas para a trilha sonora da novela O semideus, da TV Globo, fez a trilha sonora para o filme A vingança dos doze, de Marcos Farias, e foi o responsável por roteiros de shows de Baden Powell.
Em 1971, E lá se vão meus anéis (com Eduardo Gudin), defendida por Os Originais do Samba, venceu o IV Festival Universitário da Música Popular, da TV Tupi, do Rio de Janeiro. Participou, em 1972, do VII FIC, com Diálogo (com Baden Powell), música que ganhou festival na Espanha. Compôs musicas com Dori Caymmi para diversos filmes, entre eles Tati, a garota, de Bruno Barreto, em 1973. Compôs a musica da peça A teoria na pratica é outra, de Antônio Pedro, apresentada no Teatro Princesa Isabel, no Rio de Janeiro, em 1973. Em 1974, o MPB-4 gravou Agora é Portela 74 (com Maurício Tapajós). Fez ainda, nesse ano, a versão do musical Pippin, montado no Teatro Manchete, no Rio de Janeiro, e gravou seu primeiro LP, pela Odeon, apresentando-se como cantor.
Em 1975-1976 participou com Márcia e Eduardo Gudin do show O importante e que nossa emoção sobreviva, levado no Teatro Oficina, que resultou num LP gravado ao vivo. Casou com a cantora mineira Clara Nunes em 1975.
Compôs para a trilha sonora do filme A Batalha dos Guararapes, de Paulo Thiago (1978). Com Dori Caymmi, compôs Pedrinho e Jabuticaba, para a trilha do programa Sitio do Pica-pau Amarelo, da TV Globo. Fez a trilha sonora do programa Ra-tim-bum, da TV Cultura, compondo cinco músicas em parceria com Edu Lobo. Tem dois livros de poemas editados: Canto brasileiro (1976) e Viola morena (1982).
Alguns dos últimos CDs que foram lançados com letras do compositor são: Parceria, 1994, Velas, gravado ao vivo do show com João Nogueira, com 12 das parcerias dos dois; Aboio, 1995, Saci, CD do violonista e compositor Sérgio Santos, com 13 toadas, choros e sambas em parceria com este; Tudo o que mais nos uniu, 1996, Velas, CD gravado ao vivo do show com Eduardo Gudin e Márcia, no Sesc Pompéia de São Paulo, em comemoração aos 20 anos do outro show da trinca; O som sagrado de Wilson das Neves, 1997, CID, estréia como intérprete do baterista Wilson, com 14 musicas inéditas, das quais 13 são parcerias de ambos. Escreveu mais de 1.300 letras, tendo mais de 700 sido gravadas ate 1997.
Biografia: Enciclopédia da Música Brasileira
Art Editora e PubliFolhahttp://www.mpbnet.com.br/musicos/paulo.cesar.pinheiro/index.html
Foi casado com Clara Francisca Gonçalves Pinheiro para a qual compôs inúmeros sucessos como "O CANTO DAS TRÊS RAÇAS e PORTELA NA AVENIDA.
CLARA NUNES É A HOMENAGEADA DO 10º MINAS TREND PREVIEW EM DESFILE DE MODAS.
SUA VOZ TOMOU CONTA DA PASSARELA, CAUSANDO NOSTÁLGICA ALEGRIA!
Natureza do bem e da alegria em desfile
Manhã de sol entre nuvens, árvores e samambaias. Começa assim, remetendo à
beleza da natureza e os riscos que a perseguem, o último dia de desfiles do 10º
Minas Trend Preview, sexta-feira 27.
Em cena, a coleção de primavera-verão 2011/2012 do mineiro Victor Dzenk,
trazendo duas novidades: apoio beneficente para ChildFund-Fundo da Criança
Brasil e lançamento de coleção masculina. Na noite da véspera, a moda já
exalava alegria, tanto na coleção circense da Patogê quanto na estreante
Fabiana Millazo como na carioca Alessa.
Victor Dzenk, que volta a desfilar no Minas Trend, desenhou camisetas, cuja
venda será revertida para o ChildFund, ong presente no país desde 1966,
atendendo 143 mil crianças. O estilista mineiro abraçou a causa e promete
“repetir a parceria anualmente”. E, diante de códigos e usinas poluidoras, ele
aplica sua preocupação em trajes tropicalistas.
Quanto à novíssima coleção masculina, “chega toda inspirada no beach wear”,
dentro do tema Neo Tropicália. As estampas da exuberante natureza brasileira
estão nas sungas, camisetas e bermudas. Mesmo tema dos lânguidos e sensuais
vestidos.
O jersey modela o corpo feminino como moulage, explorando os lenços. Outros
destaques: uso de tule para dar dando nesgas de transparências aos vestidos de
festa e padronagens de efeitos ópticos para as folhagens.
A natureza brasileira, mas a que se avista no mar, toma conta das estampas dos
vestidos da designer carioca Alessa. Conchas de diferentes formatos ocupam a
coleção, algumas valendo-se da técnica holográfica. O tema remete à imagem da
cantora Clara Nunes, a homenageada da estação. Sua voz tomou conta da
passarela, causando nostálgica alegria.
O estreante Vitor Zerbinato também lançou seu olhar para a natureza,
perscrutando os “Segredos do Mar” e trazendo à tona algas, filhas de Netuno e
Iemanjá e corais. As saias ganham formas que lembram rabo de peixe, as cores
contemplam as espumas brancas e o profundo azul marinho, bem como a cor coral.
Os paetês sugerem escamas e as pérolas brancas e pretas ilustram o tema em sua
poção romântica.
Sob os acordes da Orquestra Voadora, a mineira Patogê brindou o respeitável
público com uma coleção inspirada na natureza alegre e mágica do circo. Com
esse mote, listras, godê, suspensórios, jeans mambembes ganham novas leituras.
E Fabiana Milazzo fez seu batismo de passarela do Minas Trend com o tema
“Mulheres de Chico”, em que as músicas de Chico Buarque, as que contemplam a
natureza feminina, pontuam o desfile e inspiram a coleção.
Assim, alegremente, a coleção ora surge romântica ora dramática, ora sensual
ora sonhadora. Cores branca, vermelha, coral e pink ilustram os estados d’alma,
bem como bordados,cortes, formas e recortes.
MARIENE DE CASTRO EMOCIONADA AO CANTAR UM SER DE LUZ, HOMENAGEM À CLARA EM SEU NOVO TRABALHO
Mariene de Castro nacionaliza sua ‘tabaroíce’ em novo disco
RIO - Diminutivo feminino de tabaréu (o mesmo que matuto, capiau),
"tabaroinha" é como a baiana Mariene de Castro se define. Ao escolher
o adjetivo como título de seu terceiro CD, ela procura mostrar que estrear numa
grande gravadora (Universal) e ser acolhida como uma das mais promissoras
cantoras de samba não estão alterando seu jeito de ser.
— Saio da minha taba para me misturar com outras tribos, mas sem perder meu
sotaque, meu canto, meu ritmo — afirma ela, grávida aos 33 anos de seu quarto
filho (a primeira menina) e que virá para o Rio, com o barrigão, lançar o disco
na próxima quarta-feira, no Rival. — Vou levar minha tabaroíce por aí até
junho. Quero contribuir com esse olhar e esse sentimento do tabaréu, que tem um
tempo diferente, mais lento. E, hoje, ninguém tem tempo para mais nada.
Estúdio no meio da floresta
A realização do CD seguiu esse pensamento. Mariene, seus filhos, o produtor Alê
Siqueira, os músicos (alguns estão com ela desde o início da carreira, em 1996)
e técnicos passaram um mês num estúdio montado no meio de um parque florestal
de Mata de São João, pequeno município na Costa do Sauípe.
— É um lugar simples, de gente simples. Não pegava telefone nem internet. Só à
noite, quando íamos dormir num hotel em Sauípe, tínhamos acesso a isso. Foi
fundamental para o disco ficar com a minha cara — conta.
Mariene acha que, das 13 faixas, "Estrada do Canindé" é a que traduz
melhor a tal tabaroíce. Mas a canção do pernambucano Luiz Gonzaga e do cearense
Humberto Teixeira é exceção num repertório em que ainda predominam autores e
sonoridades da Bahia.
— Nos meus outros discos, 90% dos compositores eram baianos. Agora tem Martinho
da Vila, Arlindo Cruz, João Nogueira e, além dos cariocas, tem a Flavia
Wenceslau, que é paraibana (autora de "Filha do mar") — diz ela, que
considera natural priorizar o ambiente baiano. — As referências do candomblé,
por exemplo, são muito próximas, sou filha de Oxum.
Roque Ferreira, sempre o mais escolhido por Mariene, é o compositor de
"Orixá de frente", "Ponto de Nanã" e "Foguete"
(em parceria com J. Velloso). Outros baianos contemporâneos são Nelson Rufino
("Amuleto da sorte") e Roberto Mendes ("Marujo", com
Nizaldo Costa). E ela ainda escolheu um tema de Dorival Caymmi ("Tia
Nastácia", adaptação que ele fez de sua "Cantiga pro sinhozinho"
para a trilha da primeira versão do "Sítio do Picapau Amarelo") e o
lundu de Xisto Bahia que foi, em 1902, a primeira música gravada no Brasil:
"Isto é bom".
Embora admiradora e amiga de Maria Bethânia — tia de J. Velloso, com quem
Mariene foi casada —, a cantora vem sendo mais comparada a Clara Nunes. O jeito
de cantar e o cabelo lembram a mineira que se radicou no Rio e estaria
completando 70 anos em 2012, mas Mariene diz que só foi conhecer o trabalho de
Clara quando era adulta, e por causa das comparações. Agora, gravou "Um
ser de luz", feita por João Nogueira, Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro
pouco após a morte da intérprete, em 1983.
— Ouvi "Um ser de luz" no Rio, na voz da Beth Carvalho, e naquele dia
entendi a saudade que o Brasil tem de Clara. Para ficar mais emocionada, fui
chamada para cantar exatamente "Um ser de luz" num projeto em
homenagem a João Nogueira — explica ela, que também participou do projeto
"Quintal do Pagodinho" e vem cativando cariocas como Arlindo Cruz
(autor da faixa "A pureza da flor") e Martinho da Vila (de quem
regravou "Roda ciranda").
sexta-feira, 27 de abril de 2012
MARIENE DE CASTRO DEDICA GRAVAÇÃO DE UM SER DE LUZ À CLARA
NUNES EM SEU NOVO CD "TABAROINHA"
Em “Tabaroinha”, segundo trabalho pela gravadora Universal,
Mariene de Castro reafirma a força indelével de seu canto.
Mariene de Castro reafirma a força indelével de seu canto.
Foi lançando mão do diminutivo feminino da
expressão-adjetivo tabaréu que a cantora baiana Marilene de Castro construiu o
conceito com que alinhavaria o seu novo trabalho, “Tabaroinha”. Não é preciso
enveredar, no entanto, pelos caminhos da semântica a fim de desnudar o
significado do vocábulo comumente usado nos interiores do Brasil para designar
aquela menininha acanhada, matuta, caipira. Tabaroinha é o nome que batiza o
terceiro álbum da artista, que começou a cantar aos 13 anos de idade e, desde
muito pequenina, sambava na frente do espelho vestida de baiana, cheia de
pulseiras.
Mariene de Castro é mesmo uma tabaroinha por natureza, mas seu canto, sua arte,
embora preserve de forma muito íntima e indelével as referências culturais
interioranas que acabariam por se converter em matrizes para a constituição de
um trabalho singular, traduzem a maturidade de uma cantora absolutamente pronta
para brilhar nos grandes centros urbanos do Brasil e do restante do mundo. Não
à toa encantou a França, onde a crítica especializada a comparou com Edith Piaf
pela arrebatadora força cênica que, por si só, ilumina qualquer palco. Não à
toa abocanhou os Prêmios Braskem (2004) e TIM de Música (2005). Não à toa vem
sendo apontada como a maior e mais importante revelação do samba no Brasil nas
últimas duas décadas.
“Tabaroinha” chega para assinalar a importância de Mariene de Castro no atual
cenário da música brasileira, revelando a sensibilidade e a coerência da
cantora na escolha de um repertório que apresenta o Brasil tal qual o é: ora
árido, ora fértil, ora doce e saudável, ora amargo e dolente, mas
incondicionalmente feliz; um país que todos conhecemos, mas nem sempre
reconhecemos; a terra do samba que dá e de Nosso senhor da Aquarela de Ary; da
fé cega e também raciocinada que se encontram e se dissipam nos altares
católicos e nos terreiros de candomblé; uma nação repleta de matizes
geográficas, étnicas e socioculturais, apaixonante e surpreendente como
Mariene. “Tabaroinha” cumpre justamente, de forma despretensiosa e delicada, a
tarefa de nos conduzir a uma viagem prazerosa, poética, harmônica, pelas
belezas sonoras do Brasil.
E é essa talentosa e verdadeira baiana, a grande guia desta trilha, que nos
aponta o caminho com A pureza da flor, sucesso de Arlindo Cruz que, lindamente
reeditado, ganha ares de um quente samba-de-roda, amparado por um coro de vozes
femininas. Não há hiato para dúvidas: Mariene de Castro possui uma marca
autoral na seleção e interpretação do repertório que seduz não somente pela
incrível capacidade de preservar a memória de ícones e ritmos quase esquecidos
do nosso cancioneiro como também pela explosão cênico-interpretativa com que os
revela a uma nova geração com sede de cultura. Assim, Filha do mar, canção
inédita da cantora e compositora pernambucana Flavia Wenceslau, que dá
sequência ao trabalho, traduz-se em um dos mais belos registros do álbum, em
que a imponência da batida do maracatu se alia à afabilidade da sanfona numa
cordialidade que atrai pelo contraste e impressiona pela precisão.
A perspicácia em apresentar a pluralidade dos ritmos brasileiros, que fazem do
país uma terra singular na cena internacional, é o grande trunfo desta
tabaroinha baiana que privilegia os compositores que sempre fizeram parte de
sua memória afetiva e cujas canções inspiraram-na ao ofício do canto. Os
conterrâneos Dorival Caymmi (1914 – 2008), Nelson Rufino e Roque Ferreira,
recorrentes na discografia da intérprete, novamente são reverenciados. Do
primeiro, Mariene pinça uma relíquia imortalizada no universo infantil do Sítio
do picapau amarelo: História pro sinhozinho, registrada por Maria Bethânia em
Pirata (2006) e que na década de 1970, para a adaptação televisiva da obra de
Monteiro Lobato, foi convertida em tema da personagem Tia Anatáscia. É a versão
infantil, que altera no refrão o nome de ‘Sinhá Zefa’ para ‘Tia Anastácia’, no
entanto, a selecionada pela cantora para homenagear Caymmi.
De Rufino, o samba Amuleto da sorte, que lhe foi dado de presente, já nasceu
clássico e se qualifica para figurar no ranking das grandes criações do autor
de hits imortalizados por um cast de intérpretes famosos que inclui nomes como
Martinho da Vila, Nara Leão, Elza Soares, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho e
Alcione. Roque Ferreira, por sua vez, é saudado em três faixas, o que revela a
paixão da artista pela obra do aclamado compositor. Foguete, xote inédito com
versos pontuados pela costumeira delicadeza de Roque, traduz com singeleza o
romantismo, as paixões rasgadas do interior, e chega até a prestar devidas
deferências ao poeta recifense João Cabral de Melo Neto, um momento de pura
beleza neste álbum com a cara e a alma do Brasil. Roque se apresenta também em
Orixá de frente, gravada por Roberta Sá em Quando o canto é reza (2010),
trabalho que a cantora a ele dedicou, e no ijexá Ponto de Nanã, saudação à
deusa dos mistérios, divindade de origem simultânea à criação do mundo, senhora
de muitos búzios, que sintetiza a morte, a fecundidade e a riqueza.
A canção, inclusive, já tem videoclipe pronto, gravado na Reserva de Sapiranga,
no Litoral Norte da Bahia, pelo cineasta norte-americano Kaya Verruno. Foi
nessa mesma reserva, diga-se de passagem, em meio às forças da natureza, que
“Tabaroinha” foi parido, quando por sugestão do produtor Alê Siqueira, um
estúdio foi montado em plena mata para abrigar por duas semanas a cantora e os
músicos que a acompanham neste segundo trabalho pela Universal. O primeiro,
“Santo de casa ao vivo”, foi lançado ano passado pela gravadora juntamente com
o DVD do espetáculo homônimo com que a cantora arrebatava o público no Espaço
Cultural da Barroquinha, localizado na região central de Salvador.
Entre os muitos resgates a que se propõe realizar em “Tabaroinha” para atestar
sua qualidade como intérprete, Mariene não esquece daqueles que ajudaram a
construir a história da música brasileira. Bate-cabeça, portanto, com vontade
para o nosso Oxalá do Baião, Luiz Gonzaga, celebrando o centenário de
nascimento do mestre pernambucano com o registro de Estrada de Canindé.
Sublime! Ela contempla ainda Martinho da Vila, repaginando o sucesso Roda
ciranda, alçada ao top ten das rádios por Alcione em 1984 em decorrência da
gravação (em dupla com Maria Bethânia) no disco Da cor do Brasil.
Neste passeio pelo relicário sonoro brasileiro, a cantora traz para a
boca-de-cena a primeira canção gravada no país, em 1902: Isto é bom, lundu do
compositor, cantor e ator soteropolitano Xisto Bahia (1841 – 1894), que
reverbera em “Tabaroinha” como samba-amaxixado em nova leitura primorosa.
Apaixonada que é pelo samba, Mariene reconhece a importância das grandes
intérpretes femininas que impulsionaram o gênero no mercado fonográfico, como a
saudosa Clara Nunes, a quem dedica a gravação de Um ser de luz, canção do trio
Paulo César Pinheiro/João Nogueira/Mauro Duarte, feita para homenagear a
cantora mineira, morta repentinamente em 1983 após um choque anafilático
durante uma cirurgia de varizes.
Com sua poderosa voz, Mariene de Castro nos intima a acreditar em novos
caminhos para a música no Brasil e nos leva à elaboração de um autorretrato
verdadeiro diante das belezas e dos contrastes de um país que tem cheiro e
sabor de terra molhada, em que todos somos eternos tabaréus. Ainda bem!
http://www.agitototal.com/2012/04/mariene-de-castro-lanca-seu-novo-cd-de.html
FESTA DO TRABALHADOR DESTACARÁ
SAMBA E CARNAVAL
SANDRA PORTELLA CANTA SUCESSOS DE CLARA NUNES
Os dois mundos tão próximos e
tão distantes ao mesmo tempo do Samba e do Carnaval serão destaque na festa do
trabalhador promovida pela Prefeitura de Sapucaia no próximo fim de semana
prolongado.
No domingo (29/04) o Grupo
Samba Kent, e na segunda-feira (30/04), véspera de feriado, a mineira Sandra Portella,
estarão se apresentando gratuitamente na Praça da Miguel Couto (Árvore Grande)
a partir das 21 horas.
Filha da compositora Lecy do
Samba e de Valdir Delgado, compositor da Imperatriz Leopoldinense nos anos 50,
Sandra Portella cantará sucessos de Clara Nunes, Alcione, Elza Soares, Paulinho
da Viola e Zeca Pagodinho mostrando toda sua ginga e energia.
TRIBUTO A CLARA NUNES NO SAMBA IN SETE COM SIMONE COSTA
Simone Costa, a flor morena do
samba de raiz, estará no palco do projeto Samba in Sete no próximo dia 05. A
cantora e compositora é neta de Justiniano Soares da Costa, o primeiro
clarinetista da Marinha do Brasil, convivendo na musica desde a infância.
Simone Costa aprimorou seu talento nos principais redutos de samba autentico
como: Cacique de Ramos, Clube do Cozido, Renascença Clube e Samba do
Trabalhador ao lado de Moacyr Luz, entre muitos outros. Participou do Tributo à
Candeia na GRES Portela, sendo atração do evento juntamente com “Reinaldo, o
Príncipe do Pagode” no Samba, Choro e Cozido.
Serviço:
Tributo a Clara Nunes no Samba
in Sete
Data: 05/05/2012
Local: Terraço Social Ramos
Clube
End. Rua Aureliano Lessa, 97 –
Ramos
Encontro de gigantes: Clementina de Jesus e Clara Nunes, há 35 anos
Por Daniel Setti
Elas tinham vozes diametralmente opostas. Clementina de Jesus (1901-1987), com seu potente e grave gogó de trovão, parecia uma prima perdida de Nina Simone que nascera por acaso em Valença, no estado do Rio de Janeiro; não menos inconfundível, o timbre da mineira de Caetanópolis Clara Nunes (1942-1983) emanava uma doçura mais, digamos, comercial.
Mesmo assim, as duas divas combinavam quase à perfeição. Tanto é que colaboraram em mais de uma ocasião. A primeira de destaque foi em gravação da deliciosa “PCJ (Partido Clementina de Jesus)”, composição-tributo de autoria do lendário sambista Antônio Candeia (1935-1978) interpretada por ambas no disco Forças da Natureza, lançado por Clara em 1977.
Embora seja coroada pelo despretensioso e irresistível refrão “não vadeia (sic) Clementina”, a letra da música se envereda curiosamente pela ecologia, em versos como “cadê o cantar dos passarinhos?/ar puro não encontro mais não”.
Dois anos depois, seria a vez de Clementina convidar a amiga para participar de seu álbum de duetos intitulado simplesmente Clementinana faixa “Embala Eu”, de Albaleria. Entre os outros ilustres que dividiram o microfone com ela na ocasião estiveram João Bosco e Martinho da Vila.
Abaixo, clipe (tipicamente vagabundo, como a maioria do período) produzido pela Globo em 1977 para “PCJ (Partido Clementina de Jesus)”. Não percam o detalhe nonsense aos 35 segundos, quando aparece um suposto figurante consertando o motor de um Fusca.
MAIS UMA HOMENAGEM AOS 70 ANOS DE CLARA NUNES
terça-feira, 24 de abril de 2012
Nilze Carvalho Homenageia Clara Nunes
Nesta sexta-feira,dia 27/04 no Terreirinho-0800 — com Ierê Ferreira, Zé Luiz Maia, Eduardo Correa Dos Santos, Virginia Carvalho, Sergio Ricardo, Ieda Luttgardes, Sandra Ricardo, Silvio Carvalho, Pc Castilho, Debora Giangiarulo e Jose Eugenio Leal. - O Show começa às 20:00hs
O brilho personalíssimo de Nilze Carvalho (Por Luís Pimentel)
O brilho personalíssimo de Nilze Carvalho (Por Luís Pimentel)
A cantora, compositora e instrumentista, que volta e meia espalha o seu lindo sorriso nos palcos brasileiros, nasceu num mês de julho, dia 28, em 1969.
Nilze Carvalho é dona de uma das mais encantadoras vozes da música brasileira.
Como se não bastasse, toca como poucos músicos deste país e tem o dom de encantar pela simplicidade e delicadeza.
Nilze começou a gravar discos desde criança, com os históricos volumes (quatro ou cinco) da série Choro de Menina, lançados no comecinho dos anos 80 – ela ainda bem pequenina, portanto. E continua gravando: nos últimos anos colocou no mercado CDs solos antológicos, como Estava faltando você (Fina Flor), disco pelo qual em 2005 foi indicada ao Prêmio Tim, na categoria de melhor cantora de samba, e Um ser de luz – saudação à Clara Nunes (Deckdisc), além de outros com o seu ótimo grupo Sururu na Roda, um ninho de cobras e de craques.
Filha e irmã de músicos, Nilze tem as cordas e o ritmo no DNA.
Tocando cavaquinho ou bandolim, cantando músicas de sua autoria, dos músicos do seu grupo ou dos grandes nomes da MPB (como nos shows e discos Lembranças cariocas e O samba é minha nobreza), ela é hoje nome do primeiríssimo time da nossa arte maior, com o talento reconhecido e aplaudido por bambas como Nei Lopes, Zeca Pagodinho, Alcione e Dona Ivone Lara.
Clara Nunes,Enredo de 2013 do Projeto Imperio da Vila
Projeto Imperio da Vila Fortaleza, Ceará, Brazil
Bloco carnavalesco única agremiação oficial do bairro Carlito Pamplona
Enredo Imperio da vila
Salve o samba, salve a Santa, salve ela. Clara a guerreira
Dei um aperto de saudade no meu tamborim. Se nessa vida tudo passa, ela não passou. Minha musa, minha lira, minha doce inspiração, minha morena enfeitada de rosas e rendas. Abre o pano do passado. Mostre que seu encanto é uma coisa natural, pois seu sorriso de moça tem um mistério que bate no coração da gente e tem o dom de encantar.
Vocês querem saber quem ela é? Ela é a tal mineira...
No Cedro Pequenino, tecido interior das Gerais, a noite emprestou as estrelas bordadas de prata. O céu prateado deixou o sol vir dourar os cabelos da aurora num lindo alvorecer. Raiou. Resplandeceu. Iluminou. As violas enfeitadas de fitas da Folia de Reis entoam cantos de alegria e liberdade para anunciar que a estrela-guia vai romper. Alguém no povo vai nascer.
Deixa clarear, seu Mané Serrador, que dona Amélia está sentindo a luz de um santo! Trovador errante do reisado. Talhador da esperança que aparece desse canto bonito vindo da alvorada. Faça de nossa bandeira, seu divino manto! De nossa coroa reluzente, todo ouro sobre o azul na procissão do samba!
O nosso tempo de chorar vai se acabar. A minha gente não vai mais andar falando de lado e olhando pro chão. Iluminando os caminhos tão sem vida, o anjo moreno há de chegar aos corações.
O povo até pensou que já era feliz. Pra todo mundo pareceu que um ser de luz nasceu.
Clara mensageira da música. Ela não é de brincadeira. É continuação do poder da criação. Seu canto tem força de oração. Missão que desafia o poder da ciência para combater o mal. Para que o pranto se encerre.
Para que todas as pessoas se tornassem boas e tivessem paz, soltou seu canto da garganta e se transformou num sabiá. Parede de barro não iria prendê-la. Então, voou o sabiá e foi cantar pelos sete cantos a esperança de um mundo novo. Foi viver para cantar, e cantar para viver, sua sina verde-amarela como a bananeira.
Quando veio de Minas, trouxe amor como bagagem em um peito só. Cheio de promessa.
Sabiou sua voz de ouro na maravilha da aquarela que surgiu com a natureza sorrindo, tingindo. O céu abraçou a terra e deu vitalidade às flores. Cantou como é grande e bonita a natureza no florescer dos jardins a esbanjar poesia. Bamboleou em seu balaio os frutos da terra.
Rainha mãe do mato. Irmã da bandeira que, no resplendor da densa mata, se perdeu e se encontrou. Foi como flecha no mato bravio. Seu canto correu veredas e buritizais, do sertão à mata virgem, com o vento que rola nas palmas. Sua sede dos rios, beira-riachos, também nos fez ouvir o mar em revolta que canta na areia. Maré cheia que só serenou quando ela pisou na beira da praia.
Mãe gentil de todo o povo desta terra que, quando pode cantar, canta de dor. Foi índio guerreiro, quilombola de Palmares e Inconfidente mineiro contra a tirania do açoite. Entoou o canto das três raças que ecoou pelo Brasil mestiço, santuário da fé.
Pediu benção à Mãe África. Mãe preta que nos amamentou no som que a todo povo embala. Batuques vindos do tempo da senzala. De quando o negro chegava fechado em gaiola, trazido por navios negreiros, do solo africano para o torrão brasileiro.
Amarrou os chocalhos na canela no fuzuê do jogo de Angola. Se embolou no tambor de Luanda, no maculelê, no lundu, no jongo e no caxambu. No maracatu, fez louvação à rainha festa para os reis negros Ilu Ayê.
Personificou o misticismo sob as bênçãos do Bonfim. Trouxe coisas da Bahia nas canções que cantou com seus penduricalhos e balangandãs. No rufar dos tambores nos deu de seu axé. Ressoaram sua fé ao pai maior em pontos de umbanda de Oxalá e nos rituais de candomblé.
Foi deusa dos orixás. Mineira-sereia da coroa de areia, da areia de ouro, que tocou o agogô de afoxé. Dançou Ijexá saravado no gongá do povo de Zambi. Senhora das candeias, sua música é magia de um banho de manjericão vindo de lá da Aruanda de Sindorerê. Curimba de filha de Ogum com Iansã.
Ouviu a encantaria dos batuques que vieram de longe, soprado do alto dos morros. Ê favela... És o berço do samba. Quanto tempo importante ela passou por aí. Mangueira, celeiro de bambas. Serrinha, império do samba...
Deusa do samba. Do samba verdadeiro, sem cambalacho. Samba-que-samba no bole-que-bole. Que rebola no balacobaco dos bambambães. Samba rasgado. Samba dolente de sambista que vive eternamente no coração da gente.
Quando sambou, o frio sentiu seu calor e o samba se esquentou. Quebrou o salto da sandália no clube do samba. Chorou de alegria nos chorinhos. Sorriu de nostalgia nas marchas-rancho. Entre palhaços e pierrôs, sempre foi a preferida.
Imortalizou sambas de enredo de tantos pavilhões, de tantas cores. E nunca vimos coisa mais bela quando ela pisava a passarela, sob as asas da águia altaneira, desfilando na avenida de azul e branco. Não há e nem pode haver visão igual. Majestosa dona do carnaval.
Seu grito raro, sua voz potente, é um farol guiado ao alento do trabalhador. Revela a leveza de um povo sofrido, de rara beleza, que vive cantando. Povo de profunda grandeza em sua força de expressão.
O amor intransigente pelo canto cantado dos versos mais puros, valentes e seguros, dos filhos do mundo. Dos sem eira nem beira. Dos que o sapato já furou e a roupa já rasgou. Dos que falam pouco e acertado, mas se fazem compreender. Do sertanejo e seus segredos de quem não teve o prazer de aprender a ler. Dos retirantes viajados num pau-de-arara que só traziam a coragem e a cara.
Cantou o pescador sem medo. Os pregoeiros, as feiras e as humildes vendinhas nos cantos das ruas. O sanfoneiro da gota serena que, num forró da muléstia, fazia floreio pra gente dançar o coco rodado.
As quituteiras com seus bolos de milho, broas, cocadas, rapaduras e pés-de-moleque. Suas panelas de barro que, guisando uma galinha à cabidela, nos convidam para um peixe com coco regado a muita pinga danada vinda do alambique. Iguarias de fazer qualquer cristão afrouxar a correia.
Valorizou a simplicidade generosa de uma gente tão honesta que, sempre em um clima de festa nas suas casinhas modestas, lembravam os tempos de criança da cidadezinha onde nasceu.
Ao ir embora deste mundo de ilusão, foi morar no infinito pra virar constelação. Repousar nas maravilhas diferentes. Par além do luar onde moram as estrelas. Quem te viu sorrir não há de te ver chorar. Mas és imortal. Teu canto ecoa noite e dia. É voz geral.
Está vendo só o jeito que tudo ficou por causa de você? As coisas mais simples que você tocou acenderam o coração do povo. Sua memória é preservada ma singeleza acolhedora de Caetanópolis, no seio fraterno de Mariquita. E o povo continua na rua cantando. Como fiéis, feito uma reza, um ritual, te homenageando e te escolhendo como a preferida. São todos seus filhos neste mundo, ouvindo e entoando seus ensinamentos. Por causa de você, clara claridade em nossas almas, o amor será eterno novamente.
Clara Francisca Gonçalves Pinheiro, mais conhecida como Clara Nunes nasceu no dia 12 de agosto de 1943, no distrito de Cedro da Cachoeira, na época pertencente ao município de Paraopeba e depois emancipado com o nome de Caetanópolis no interior de Minas Gerais. Considerada uma das maiores intérpretes da música brasileira. Pesquisadora da música popular brasileira, de seus ritmos e de seu folclore, Clara Nunes em vida viajou vários países do mundo para expor suas canções baseadas no folclore brasileiro e tradições afro-brasileiras, representando o Brasil. Conhecedora das danças e das tradições afro-brasileiras, ela se converteu à umbanda. Clara Nunes seria uma das cantoras que mais gravaria canções dos compositores da Portela, sua escola do coração. Também foi a primeira cantora brasileira a vender mais de 100 mil cópias, derrubando um tabu segundo o qual mulheres não vendiam discos na época. Teve sua vida ceifada no dia 02 de abril de 1983, vítima de um erro médico chamado choque anafilático.
Salve o samba, salve a Santa, salve ela. Clara a guerreira
Já começamos a confecção das fantasias para 2013.
Os adereços de destaque do carro abre alas ja foram apresentados para a diretoria.
Os destaques serão limitados.
SALVE A ESTRELA CLARA,QUE BRILHA NO INFINITO E EM NOSSOS CORAÇÕES!
http://projetoimperiodavila.blogspot.com.br/
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Grupo TPM apresenta Clara Luz
O grupo vocal TPM nasceu há 8 anos, fruto de convivência e trabalhos, na Celinha Braga Oficina de Música, no feliz encontro de Três Poderosas Mulheres - Ambrosina Caldas, Bernadete Orsini e Iara Ferreira - que buscam na música a consciência do corpo, da alma e do prazer.
Sempre acompanhadas pela cantora e professora de canto Celinha Braga, ao violão, TPM registra em sua trajetória artística, performances musicais realizadas no Museu de arte da Pampulha, no Museu Abílio Barreto, no Teatro da Biblioteca Pública em casas noturnas como Paladino e praças de Belo Horizonte, entre outros espaços.
CLARA LUZ Criado por Celinha Braga, cantora e suas alunas: Ambrozina Caldas, Bernadete Orsini e Iara Ferreira que formam o grupo TPM, este espetáculo contagia e encanta o público, num passeio delicioso pelo universo das músicas que foram grandes sucessos na voz de Clara Nunes. Viajando entre letras e canções de compositores como Candeia,Paulo César Pinheiro, Mauro Duarte, Ataulfo Alves, Dorival Caymmi , João Nogueira e outros Celinha cria arranjos vocais que emocionam e dão identidade ao trio.
CLARA LUZ Criado por Celinha Braga, cantora e suas alunas: Ambrozina Caldas, Bernadete Orsini e Iara Ferreira que formam o grupo TPM, este espetáculo contagia e encanta o público, num passeio delicioso pelo universo das músicas que foram grandes sucessos na voz de Clara Nunes. Viajando entre letras e canções de compositores como Candeia,Paulo César Pinheiro, Mauro Duarte, Ataulfo Alves, Dorival Caymmi , João Nogueira e outros Celinha cria arranjos vocais que emocionam e dão identidade ao trio.
Foto extraída do video da GLOBO HORIZONTE
Clara homenageada no Globo Horizonte em 22/04/2012
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