Sabiá...Até um dia!

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Tuiuti traz Clara Guerreira para a Avenida

Levar para a Sapucaí a obra musical de uma das maiores intérpretes da música popular brasileira, essa é a proposta do Paraíso do Tuiuti, escola campeã do Grupo de Acesso B no ano passado e que terá a missão de abrir os desfiles do Grupo de Acesso A no sábado de carnaval. Com desenvolvimento do carnavalesco Jack Vasconcelos, a Azul e Amarela de São Cristóvão cantará a história musical de Clara Nunes e espera fazer um bom papel para permanecer na divisão de acesso à elite do samba.


Vamos fazer uma homenagem à obra musical de Clara Nunes. Não é um enredo biográfico. É importante que as pessoas saibam disso. Vamos mostrar a Clara da maneira que ela gostaria de ser vista, não como algumas pessoas gostam de vê-la. As pessoas, ás vezes, podem achar que tem pouco samba, pouca roupa de santo, mas ela não era só isso. Vamos expandir a Clara Nunes – explica Jack.


Na abertura do desfile o carnavalesco tentará fazer com que as pessoas o porquê de Clara ter se tornado o ícone que foi. Para isso, o berço musical e familiar da cantora ganha menção. O pai dela era violeiro de folia de reis e, em sua casa, havia reuniões onde eram entoados os cânticos. Clara, inclusive, chegou a cantar na igreja quando criança e vem de sua infância o apego às questões religiosas e às tradições populares. O objetivo é mostrar que a cantora veio ao mundo com a missão de levar música, amor e alegria ao povo. No primeiro setor estão incluídos a comissão de frente, a velha guarda, que estará vestida de folia de reis e uma ala na frente do abre-alas.

- O segundo setor são as músicas que retratam o amor que a Clara tinha pela natureza. Ela tinha uma relação forte com a natureza desde pequena e cantou isso. Cantou as flores, a praia, o interior, o serrado. Ela tentou traduzir o Brasil. A alegoria desse setor é o mar. Por incrível que pareça, ela vem de um lugar que não tem mar, que é Minas Gerais, mas quando chega ao Rio é uma paixão imediata. O apego dela com isso é muito interessante.


O Brasil Mestiço, traço forte da carreira de Clara Nunes, aparece no terceiro setor, que retrata a formação cultural do povo brasileiro. As canções falando de questões raciais e miscigenação foram uma constante na vida da guerreira.

- A Clara deixou um verdadeiro tratado em relação a isso. As relações de casa grande e senzala são bem enfatizadas nas obras dela. Tudo isso culmina na questão religiosa. Ela ficou conhecida na época como uma cantora de macumba, porque se vestia de branco, cantava e louvava os orixás. É impressionante como no Brasil se rotula muito as pessoas. Parece que é preciso de um rótulo para ser posicionado na sociedade e a Clara sofreu com isso. Muita gente fala que o desfile do Tuiuti vai ser uma macumbada. Não é nada disso. Não que sejamos contra, mas a Clara é muito mais do que isso. A origem dela é espírita e ela conheceu o candomblé e a umbanda ao chegar no Rio. Misturou tudo, como todo brasileiro faz(risos), mas a religião afro-brasileira só é possível graças a miscigenação – diz ele, lembrando que a bateria e ala das baianas estarão nesse setor.


O quarto setor mostrará a Clara Nunes sambista, faceta que ficou mais conhecida no Rio de Janeiro. Jack lembra que a cantora deixou claro em diversas entrevistas que não queria ser lembrada somente como sambista ou cantora religiosa, mas como uma cantora de música popular brasileira. De fato, ela cantou frevo, forró, marcha-rancho e alguns outros ritmos. O carnavalesco disse que é um setor com forte carga emotiva.

- Foi a primeira cantora de expressão a dar voz ao compositor do morro, aquele cara que não era conhecido. Ela apenas se encontrou no samba, não veio de uma família de sambistas. Tem o Clube do Samba, que ajudou João Nogueira a fundar. Frequentou o morro da Mangueira, o morro da Serrinha e, é claro, vamos terminar com uma menção à Portela. Ela virou ícone da escola e todos esperavam para vê-la na Azul e Branco.


O último setor vai mostrar o lado mais popular de Clara Nunes. O Tuiuti pretende mostrar o povo que ela cantou e não deixa a obra se acabar. Os retirantes, os nordestinos, os trabalhadores, as figuras populares, o pescador, a cozinheira, todo esses tipos foram cantados por Clara. Jack Vasconcelos ressalta que isso passa de geração em geração e, hoje, já é possível encontrar filhos de fãs da cantora que receberam o legado.

Jack conta que o presidente Renato Thor e o diretor de carnaval da escola, Leandro Azevedo, foram até Caetanópolis, cidade natal da cantora, e foram muito bem recebidos pela irmã mais velha de Clara, Dona Mariquita, que ficou bastante emocionada com a homenagem e colaborou com livros e um material importante com depoimentos para complementar a pesquisa do carnavalesco. Em Caetanópolis, inclusive, existe um festival cultural anualmente para que a população possa conhecer o trabalho da intérprete.

A coreografia nas alegorias, artifício cada vez mais usado no carnaval atualmente, estará presente no segundo carro do Tuiuti. Um grupo de 38 pessoas coreografado por Andreia de Cássia, coreógrafa que trabalha com Jack desde 2009, simularão as ondas do mar. Presenças como as da velha guarda da Portela, no quarto carro, e de Alcione, no chão, estão confirmadíssimas.

Um ponto relevante do histórico da escola é o fato de sempre trazer para a Avenida enredo com forte relevância cultural. Para o carnavalesco, a característica pesou bastante no momento em que aceitou o convite para trabalhar no Paraíso do Tuiuti.


- É um alívio. Vou trabalhar numa escola que não me dará um presente de grego para desenvolver. Na verdade, as escolas assumem essas ideias ''maravilhosas'', mas quem responde por elas antes, durante e depois do carnaval é o carnavalesco. Ele que será lembrado por ter feito aquele enredo ridículo. A Tuiuti não tem patrono, é uma escola de comunidade que luta com seus próprios recursos e muito família. É muito legal ver a Tuiuti se posicionar dessa maneira no mundo do samba, custe o que custar. O enredo já sensibiliza bastante. Vamos tentar equilibrar o aspecto técnico com o emocional. O Tuiuti é uma escola que já emociona normalmente pelo seu chão forte. Com o trabalho feito no barracão tem tudo para ser maravilhoso. Outra coisa legal é que fomos a última escola a desfilar competindo no carnaval do ano passado, desfilamos como a última da terça-feira. E agora seremos a primeira a desfilar no novo Sambódromo competindo. É bem legal fechar e abrir os ciclos. É a ponte do que passou para o que vai ficar.

Ultimamente no Grupo de Acesso A, tal qual no Grupo Especial, as escolas que abrem a noite de desfiles têm sido rebaixadas. Jack garante que o fato não lhe preocupa, apesar de não saber como é ser a primeira a desfilar.


- Quando você vai bolar uma escola, se preocupa mais se estará de dia ou de noite. Acho que temos uma vantagem. Desfilaremos às 21h, é um horário muito bom, tranquilo para colocar as pessoas na concentração, elas não estarão caindo de bêbadas. O nosso barracão fica muito bem localizado, ao lado da concentração, e vamos sair armados daqui de dentro. Se será legal ser a primeira eu ainda não sei, mas não preocupo tanto com isso. Acho que temos um bom enredo para abrir a festa, chama a atenção. Não seremos a escola do xixi(risos), aquela que você escolhe para ir no banheiro – disse Jack. Vale lembrar que o barracão da escola de São Cristóvão fica na rua Benedito Hipólito, paralela à Avenida Presidente Vargas, que serve de concentração. É o barracão mais próximo do Sambódromo entre todas as escolas dos Grupos Especial, Acesso A e B.

Apesar de já ter desfilado no Grupo Especial, em 2001, o Paraíso do Tuiuti busca o primeiro título da divisão de acesso à elite do carnaval carioca de sua história.


http://www.oterminal.com.br/carnavalesco/detal_carnavalesco.php?car_id=2235

O MEMORIAL


foto: Romário Vicente

Quase pronto o Memorial Clara Nunes em Caetanópolis-MG, terra natal da mineira. O espaço, doado pelo seu sobrinho Sued Gonçalves, afilhado de Clara será inaugurado em agosto, durante o Festival Cultural Clara Nunes, data de aniversário e comemoração dos seus 70 anos. Esta semana o memorial recebeu a foto da fachada, uma bela foto da cantora que será para sempre lembrada por sua cidade.
O prefeito Romário Vicente esteve recebendo autoridades políticas envolvidas com a construção do memorial e restauração da casa onde Clara nasceu, doada recentemente pela fábrica de tecidos Cedro Cachoeira, onde a menina Clara tecelã deu os primeiros passos na vida profissional.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Canto da Alvorada terá irmã de Clara Nunes em seu abre alas.



O GRES. Canto da Alvorada , recebeu ontem em seu barracão a ilustre presença da Irmã de Clara Nunes D. Mariquita, a "Dindinha", que criou Clara Nunes após a morte dos pais.

Também estavam presentes o Sr. Romário, Prefeito da cidade de Caetanópolis, onde Clara Nunes nasceu, a Secretária de Cultura da cidade, Adriana, entre outros convidados que também desfilarão na escola.
Com presença confirmada no carro abre alas da escola a irmã de Clara, contou histórias, ouviu o samba e se emocionou ao ver as alegorias e o carro que a levará pela avenida.
Fez segredo sobre a roupa que ira usar, apenas informou que sera feita na cidade onde Clara nasceu.
Um abre alas de luz, com muita energia positiva é o que podemos esperar da Canto da Alvorada neste carnaval.

SALVE A NOSSA GUERREIRA!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

COMUNICADO IMPORTANTE DO VOZ DE OURO


Nós do Voz de Ouro comunicamos que cabe a representação do mesmo somente aos proprietários
representados pela familia de Clara Nunes,seu sobrinho Márcio Guima e a jornalista Neide Pessoa.
Qualquer publicação em seu nome sem a devida autorização ou conhecimento dos mesmos
não será permitida e contamos com o entendimento e o respeito devidos.
Esse Blog é Oficial da cantora e qualquer contato referente à mesma deve ser feito
a Márcio Guima e Neide Pessoa.
Muito Obrigado

Clara, o canto como uma missão

No ano em que a sambista completaria 70 anos,sua trajetória é lembrada
Priscila Brito


                          Ligação com religiões afro
                          ajudou a romper 
                          com o preconceito

Quando, no domingo (19), a Portela adentrar a Marquês de Sapucaí evocando Clara Nunes para conduzir o enredo que fala da religiosidade da Bahia, será a primeira de muitas vezes que o nome da “tal mineira” virá à tona este ano. Clara completaria 70 anos em 2012 se tivesse resistido às complicações de uma cirurgia de varizes, em abril de 1983.

Contemporânea de outros setentões, como Roberto, Caetano e Gil, Clara faz parte hoje desse grande time da música brasileira. “Quando eu ouvi a Clara cantar, vi que estava diante de uma celebridade. Ela já nasceu feita”, relembra o compositor Jadir Ambrósio, que apresentou a moça de Caetanópolis a radialistas de BH ao ouvi-la cantar em uma festa de igreja no bairro Renascença, ajudando a desencadear sua carreira.

Daí, viria o estrelato, mas não só. Primeira cantora a vender mais de cem mil cópias, rompendo com uma crença do mercado fonográfico segundo a qual mulheres não vendiam discos no Brasil, Clara deixou marcas permanentes no samba, onde se consagrou, depois de iniciar a carreira gravando boleros e o pop da Jovem Guarda. “O samba feminino se divide entre antes e depois de Clementina de Jesus, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara e Clara. Elas são o baluarte da mudança no mundo machista do samba em aceitar mulheres como participantes do processo criativo”, observa Anderson Gonçalves, editor do portal Ocê no Samba, que trata do gênero em Minas.

Assumir no figurino, no repertório e na performance as religiões afro-brasileiras foi um marco, e não apenas a criação de um ícone visual. Também teve seu viés político, em plena década de 1970, quando a linha de frente da música brasileira bradava contra os ditadores, na análise da historiadora Sílvia Brugger, da Universidade Federal de São João Del Rei. “Talvez não fosse uma militância tão explícita como a do Chico. Mas ao se afirmar como adepta dos orixás e levar isso pro palco, ela contribuiu para quebrar preconceitos em relação à questão religiosa e à identidade negra”.

Clara, por sua vez, sugeria ter os pés no chão diante do legado artístico que construía. Dona Mariquita, irmã mais velha que assumiu o papel de mãe depois da morte dos pais, conta que Clara lhe fez uma confissão no último Natal que passaram juntas, em 1982. “Ela disse que se algum dia fosse rejeitada, não tivesse gravadora, já tinha a ideia de trabalhar com crianças e abrir uma creche”, revela. O plano não era só questão de realismo, mas também uma forma de amenizar a frustração por não ter realizado o sonho de ser mãe, impedido por um mioma que provocou abortos e a retirada do útero.

Mesmo assim, Clara gerou algumas “filhas”, ao transformar-se em matriarca de uma linhagem de cantoras. “Muitas cantoras de samba, você vê que buscam a Clara no jeito de vestir e entoar a voz. Ela está no olimpo como a maior intérprete do samba”, conclui Anderson.

Três Escolas lembram cantora

Portela, eu nunca vi coisa mais bela”. Os versos escritos por Paulo César Pinheiro para que Clara Nunes homenageasse sua escola do coração vão ser retribuídos pela agremiação de Madureira este ano.

Com um enredo que trata da religiosidade da Bahia, a Portela fará referência a Clara – assumidamente adepta das religiões afro-brasileiras – na letra do samba e na avenida, no domingo (19). Chamada de guerreira nos versos de “Pequena Prece ao Senhor do Bomfim”, na Sapucaí será representada pela cantora Vanessa da Mata, cujo visual remete ao da homenageada.

Outras duas escolas abordarão Clara em seus desfiles deste ano. Ainda no Rio, no grupo de acesso, a Paraíso do Tuiuti abre o sábado de Carnaval com o enredo “A Tal Mineira”. A atriz Patrícia Costa, neta de um dos fundadores da Portela, Cláudio Bernardo da Costa, representará Clara na avenida.

A cantora também vai ser lembrada em BH. A escola Canto da Alvorada traz este ano o enredo “É Cheiro de Mato, É Terra Molhada, É Clara Guerreira, Lá Vem Alvorada”. O desfile da escola está previsto para as 22h25 da segunda (20) na, avenida dos Andradas, entre os viadutos da Floresta e de Santa Tereza.


Memorial deve sair em agosto



                                 
               Uma das propostas do Memorial
               é ter uma sala de projeções
               de shows
                               
Não é lugar-comum dizer que é um sonho antigo da família de Clara Nunes criar um museu para homenagear a artista. Desde 1987, há 25 anos, quando todo o acervo de Clara foi enviado do Rio de Janeiro para os cuidados da família, em Caeta-nópolis (a 100 km de Belo Horizonte), que os parentes buscam recursos para concretizar a ideia. Finalmente a espera dá sinais de ter acabado. Está prevista para agosto deste ano, quando se completam os 70 anos do nascimento da cantora, a inauguração do Memorial Clara Nunes, em sua cidade natal.

Junto com o Centro Cultural Clara Nunes, já em funcionamento, e com o restauro da casa onde Clara viveu na infância, o memorial deve compor uma espécie de “complexo turístico” em torno da cantora. O imóvel, uma casa de 200 metros quadrados doada por Sued Gonçalves, um dos sobrinhos de Clara, já se encontra em obras, orçadas em aproximadamente R$ 250 mil, segundo a família. Os recursos são do governo do Estado, liberados em 2010 por uma emenda da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Dona Mariquita, irmã mais velha de Clara, conta que durante todos esses anos bateu na porta de muitos, mas não conseguiu nada. “Eu acho que a consciência cultural uns 15, 20 anos atrás ainda não era forte como é hoje”, diz, tentando explicar as tentativas frustradas de levar a obra à frente.
Em 2001, um projeto de lei da assembleia legislativa determinando a construção do museu e a captação de verbas para sua viabilização foi aprovado, mas não prosperou. “O projeto praticamente caducou. Foram três anos e não conseguimos os recursos. Acho que foi por causa do custo total, de R$ 400 mil. Não houve interesse imediato das empresas”, comenta Márcio Guima, sobrinho de Clara.

O acervo que deve vir a público este ano é constituído por aproximadamente 8.000 itens. São fotografias, adereços, imagens religiosas, documentos pessoais, partituras de músicas, figurinos de shows, fantasias da Portela e troféus. Dada a grande quantidade de peças, os futuros visitantes não verão todo o material de uma só vez, antecipa a historiadora Sílvia Brugger, da Universidade Federal de São João Del Rei, responsável pela catalogação e preservação do acervo. “Como o acervo é muito rico, a ideia é que a gente possa ciclicamente ir refazendo a exposição. É interessante pra quem vai visitar porque tem sempre algo novo pra ver. Do ponto de vista da preservação, o objeto pode ser guardado, higienizado e ganha uma sobrevida”.

Festival

A prefeitura de Caetanó-polis trabalha para que a inauguração do memorial ocorra durante o Festival Clara Nunes, evento dedicado à música realizado na cidade em agosto, desde 2006. Outra promessa para o festival é a abertura para visitação da casa onde Clara nasceu. Doada ao município no fim do ano passado, ela será restaurada e mobiliada com móveis e objetos do período em que a cantora a habitou, entre os anos 1940 e 1960. Paulinho da Viola e Alcione são alguns dos nomes sondados para a edição deste ano. A Velha Guarda da Portela, sempre presente no festival, e amigos pessoais de Clara, também devem ser convidados para a inauguração.


Internet guarda raridades

Como já vem virando regra em efemérides de grandes nomes da música brasileira, os 70 anos de Clara Nunes vão ser celebrados com lançamentos em áudio e vídeo no mercado (veja abaixo). O material, parte dele pouco conhecido do público, vai dividir espaço com raridades da cantora que povoam o You Tube.

Uma busca menos apressada no site de vídeos dá acesso a preciosidades como um ensaio de Clara para o show “Sabiá, Sabiô”, de 1972, e uma apresentação no auditório do Maksoud Plaza, em meados dos anos 1970, com o conjunto Nosso Samba, que acompanhava a artista ao vivo. Há ainda imagens de Clara na última vez em que desfilou pela Portela e entrevistas concedidas a Leda Nagle, no “Jornal Hoje”, e à Marília Gabriela, no “TV Mulher”.

“Ê Baiana”

Por trás deste garimpo virtual está a carioca Sandra Rodrigues, fã de Clara desde “uma certa manhã de 1971”, quando ligou o rádio e ouviu a voz da cantora pela primeira vez, em “Ê Baiana”. O canal que ela mantém no You Tube soma cerca de 700 vídeos de Clara, com material proveniente de seu acervo pessoal ou de contribuições de outros fãs. Além do canal no site, Sandra alimenta dois blogs, uma página no Facebook, uma comunidade no Orkut e um perfil no MySpace e no Twitter com informações sobre a mineira. O trabalho na rede, feito há três anos, mira as novas gerações, mas também busca preencher a ausência de Clara nos meios de comunicação. “Após sua morte, um silencio enorme pairou na mídia. Nada mais se falava sobre o assunto, sequer a divulgação de suas músicas. Parecia que ‘enterraram’ junto com ela a sua obra. Eu e os fãs que nunca a esqueceram ficávamos tristes com isso até que apareceu a internet e a forma de colocá-la de volta à memória do brasileiro”.






http://www.otempo.com.br/pampulha/noticias/?IdNoticia=9701&canal=18,0

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

OS MELHORES MOMENTOS DO SHOW CONTOS DE AREIA 70 ANOS DE CLARA NUNES





Emocionante Homenagem e depoimentos dos artistas ao cantarem as músicas de Clara Nunes.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Portela revive sua história ao reinaugurar quadra



Foi uma festa emocionante. Com uma das torcidas mais apaixonadas do carnaval carioca, a azul-e-branco de Oswaldo Cruz e Madureira abriu as portas de sua quadra, na tarde deste sábado, para exibir o orgulho e a paixão de ser a Majestade do Samba. Uma enorme multidão adentrou às novas dependências da escola, e todos ficaram surpresos com o que viram.

A fachada principal da escola, onde ficam as roletas de acesso (agora eletrônicas), praticamente triplicou sua altura. O imponente forte portelense, em azul celeste no escuro das cores de sua bandeira, ergue-se num paredão onde as letras com o nome da escola impõe-se para identificá-la. Ao entrar, a lateral direita da quadra é um misto de Rio Antigo, com sacadas e janelas históricas, e pontos de encontro que evocam bambas eternos em títulos como "Bar da Tia Vicentina" e "Praça Manaceia".

Nas duas fachadas internas da parte coberta da quadra, destacam-se frases imponentes. "Portela é perfume da flor / É aroma no ar / Para sentir só basta saber respirar" (dos versos célebres de Candeia no clássico "Vem Pra Portela") e "Aqui deu frutos a semente que a Velha Guarda plantou", espécie de frase-ode aos baluartes mestres do panteão portelense.

A tarde teve apresentações musicais que remeteram à mais nobre tradição portelense. A badalada feijoada foi servida a personalidades como a rainha de bateria Sheron Menezes, o prefeito do Rio Eduardo Paes, o vice-governador do Rio, Pezão, o secretário de transportes Júlio Lopes e o jogador Petkovic. Além deles, uma comitiva baiana com integrantes do Olodum e do Ilê Ayê também estiveram presentes.

Um cardápio musical regado a sambas clássicos e canções de Clara Nunes foi o couvert de uma grande tarde de samba. Marquinhos de Oswaldo Cruz, homenageado como idealizador dos dois projetos - a Feijoada da Família Portelense e o Trem do Samba - abriu o show e foi, ao final, laureado por Monarco com uma placa. Dorina subiu ao palco cantando Velha Guarda e Clara Nunes. Noca e Wilson Moreira relembraram vários de seus sucessos. Eliane Faria mostrou sua vocação nobre de herdeira do talento do pai, Paulinho da Viola. Mauro Diniz, filho de Monarco, e Diogo Nogueira também reiteraram o DNA portelense de seus pais. Teresa Cristina, uma das mais aplaudidas do evento, levantou a plateia com sua performance de "O Mar Serenou", mais uma vez lembrando Clara Nunes.

http://www.sidneyrezende.com/noticia/161195+portela+revive+sua+historia+ao+reinaugurar+quadra

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Ela mora no mar, brinca na areia e desfila na Sapucaí



O canto da guerreira serenou o mar, espantou a tristeza, arrastou multidões e deixou um rastro de saudade depois da partida. Vinte e nove anos após sua morte, Clara Nunes permanece viva na memória dos amantes da boa música e, especialmente, dos portelenses. No ano em que faria 70 anos, a tal mineira de Paraopeba será destaque no maior espetáculo da Terra. E a homenagem é dupla. Clara Nunes é uma das inspirações do enredo da Portela sobre as festas da Bahia, em um dos sambas mais festejados deste ano. No sábado de carnaval, a Paraíso do Tuiuti abre os trabalhos do Grupo de Acesso e eleva Clara da inspiração ao protagonismo. A cantora que eternizou "Morena de Angola" é o enredo da escola de São Cristóvão, na briga por uma vaga no Grupo Especial ano que vem. Para representar Clara Nunes na comissão de frente, a escola convidou a atriz, cantora e ex-rainha de bateria da Viradouro Patrícia Costa.
- Tinha 8 anos quando fui à quadra da Portela pela primeira vez. Enquanto a Clara Nunes cantava, tinha uma aura em volta dela. Parecia o Sol - lembra Patrícia, neta de Cláudio Bernardo da Costa, um dos fundadores da azul e branco.
Samba, liberdade e paixão
Da paixão pelo avô, Patrícia herdou também o amor pelo samba e pela Portela. A estreia no carnaval aconteceu em grande estilo. Em 1984, ano da inauguração do Sambódromo, a escola de Madureira trouxe um enredo que homenageava os bambas Paulo da Portela, Natal e, sempre ela, Clara Nunes. Patrícia veio em um carro alegórico e comemorou o título, dividido com a Mangueira. Mas a vontade mesmo era sair no chão. Em 1990, realizou o sonho e ganhou o Estandarte de Ouro de revelação. O prêmio, como não poderia deixar de ser, foi entregue pelo avô.
- Fiz balé, jazz, sapateado, mas foi no samba que eu me encontrei. É a dança da liberdade - destaca.
De Madureira, seguiu para Niterói, onde reinou à frente da bateria da Viradouro de 1992 a 1998 e em 2011. Levantou mais um trófeu de campeã em 1997, ano da "paradinha funk", criação do Mestre Jorjão.
- Foi um desfile impressionante. Tinha muita energia na Sapucaí - recorda.
Completando a festa, Patrícia volta à Portela este ano, convidada pelo carnavalesco Paulo Menezes.
- Vou sair em um carro alegórico, mas, como sempre, vou defender a dança do samba - garante.
No estúdio fotográfico, simpatia e samba-enredo para descontrair
"Quem samba na beira do mar é sereia", cantava Clara Nunes. Quem samba na avenida, no estúdio fotográfico ou em qualquer lugar é quem nasceu para brilhar no carnaval, caso de Patrícia Costa. Ao posar para as fotos no GLOBO, ela deixou isso claro, demonstrando carisma.
- O carinho das pessoas é o combustível - afirma.
Para transformar Patrícia em Clara, o maquiador Marcello Arruda mergulhou em um trabalho de pesquisa.
- Vi que a maquiagem usada na época era mais suave. Usei base e sombra em tons neutros - conta ele, que teve a ajuda de um livro levado por Patrícia, com diversas fotos de Clara Nunes.
A produção ficou completa com uma bata e uma saia de laise, tecido 100% algodão. Roupas brancas, claro, sob a inspiração das religiões afrobrasileiras, que marcaram presença na vida e na obra da cantora.
Tudo pronto, todos a postos, chegou a hora da sessão de fotos. Quer dizer, quase tudo pronto. Faltava o samba. Patrícia só se sentiu à vontade para evoluir no estúdio depois que os primeiros acordes de "Morena de Angola" saíram das caixas de som.
Para encerrar, um pedido: o samba-enredo da Portela. Com a proteção de todos os guias, "com Clara Guerreira à Bahia," o trabalho estava feito.
Enquanto isso, no barracão...
Depois de homenagear Arlindo Cruz em 2002, Cartola em 2008, e conquistar o título do Grupo de Acesso B no ano passado, contando a história do doce bárbaro Caetano Veloso, a Paraíso do Tuiuti reforça a tradição de enredos sobre personalidades e vai levar para a avenida um desfile contando a trajetória de Clara Nunes.
- Quando eu cheguei à escola, o presidente (Renato Thor) me pediu um enredo sobre alguém ligado à cultura brasileira. Tinha acabado de ler o livro "Guerreira da utopia", do Vagner Fernandes, e sugeri o nome da Clara. Ele adorou a ideia, disse que tinha um CD dela no carro - conta o carnavalesco Jack Vasconcelos.
Para celebrar a Guerreira, como Clara era conhecida, o coreógrafo Fábio Batista desenvolveu os movimentos da comissão de frente baseados em danças folclóricas, como samba de roda, forró e maracatu.
- Pesquisei os trejeitos da Clara Nunes. E por isso eu convidei a Patrícia Costa, por causa da movimentação e da interpretação. Sempre acompanhei o trabalho como rainha de carnaval e o samba dela tem um quê diferente - diz Batista, responsável pela comissão de frente.
Além da dança, a coreografia prevê que Patrícia vai subir em uma espécie de tripé durante o desfile.
- A coreografia é uma celebração da chegada da Clara Nunes em outro plano. A Patrícia é o pivô e os outros 14 componentes vêm como anjos e orixás - revela.
Ao longo do desfile - com cinco carros alegóricos, nove alas e cerca de 2.200 componentes - o foco vai permanecer na carreira de Clara como cantora, conta o carnavalesco:
- Ela não cantava qualquer coisa. Escolhia muito bem o repertório. A melhor forma de contar a história dela é falar das músicas.
Vasconcelos disse ainda que o trabalho de pesquisa contou com a ajuda da irmã mais velha da cantora, responsável pelo acervo. Maria Gonçalves, conhecida como "Mariquita", recebeu o presidente, Renato Thor, e o diretor de carnaval, Leandro Azevedo, em uma visita ao interior de Minas.
- A escola vem muito bonita. Não vai ser um carnaval só para passar na avenida - reforça o carnavalesco.


http://br.noticias.yahoo.com/mora-mar-brinca-areia-desfila-sapuca%C3%AD-020000401.html

Mametto comanda o Alerta Geral na quinta de Carnaval




A Mametto vai agitar o circuito Osmar no comando do Bloco Alerta Geral, na quinta-feira de Carnaval, dia 16 de fevereiro. Do Campo Grande à Praça Castro Alves, o público vai dançar e se emocionar com a homenagem da Mametto a uma das divas da música brasileira, a cantora Clara Nunes. No comando do trio, Ana Mametto cantará sambas memoráveis em um repertório especialmente preparado para a ocasião. A homenagem vai além da música e estará também no figurino, que lembrará o estilo da cantora na época. A Mametto divide o trio com os sambistas Alindo Cruz e Dudu Nobre.

Esse é mais um tributo da Mametto à Clara Nunes, que já havia sido homenageada pela banda com a escolha da sua nova música de trabalho, Nanaê Nanã Naiana, lançada em dezembro. Gravação antiga da cantora, a música é de autoria de Sydnei da Conceição, compositor carioca da velha guarda da escola de samba Estácio de Sá, a música está agitando o verão soteropolitano no Tudo Vira Som da Mametto, que acontece em sextas-feiras alternadas, na Praça Tereza Batista, até o Carnaval.



http://tudodeaxe.com.br/mametto-comanda-o-alerta-geral-na-quinta-de-carnaval/

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

De Patricia Costa à CLARA NUNES






Neta de fundador da Portela encara a missão de representar a 'Tal mineira' no desfile da Paraíso do Tuiuti.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Clara e a Portela 2012


Programa Bom Dia Rio-Tv Globo 

No carnaval de 2012, a azul e branco de Madureira abraça Clara Nunes e lança um desafio: desfilar trazendo um samba com um formato diferente de tudo o que se fez nos últimos anos.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Nelson Motta Homenageia os 70 anos de Clara Nunes



Na Edição do Jornal da Globo dessa madrugada de sexta-feira dia 28 de janeiro de 2012 Nelson Motta em sua coluna fala da importância de Clara e a Homenageia pelos seus 70 anos. 



http://g1.globo.com/videos/jornal-da-globo/t/edicoes/v/clara-nunes-foi-a-guerreira-da-musica-brasileira/1787866/

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Marcello Schmitd Anjos e Arcanos Homenageia Clara Nunes





Hoje,dia 27 de janeiro de 2012,na madrugada,  a Rádio 
Mundial Homenageia Clara Nunes.
Programa Anjos e Arcanos com Marcello Schmitd.
http://radiomundial.com.br/aovivo/

Leve, linda e esvoaçante, Vanessa da Mata empolga o público do Festival de Verão



A leveza de Vanessa da Mata tomou conta do palco principal do Festival de Verão na noite desta quinta-feira (26). Responsável por abrir a segunda noite do evento, a cantora, que se apresenta pela primeira vez no FV, revelou: "Se eu soubesse que era assim eu teria feito esse festival há muito tempo".

De pés no chão, flor azul no cabelo, saia longa esvoaçante e se mostrando muito tranquila, Vanessa parecia estar em casa quando subiu ao palco cantando a música 'Baú'. O show seguiu com 'Vermelho' e 'Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias', canção que dá nome ao seu álbum.
Cantando 'Ê Baiana', famosa pela interpretação de Clara Nunes, Vanessa encerrou o show. Mas quem disse que o públicou deixou ela ir embora? A galera pediu bis e ela voltou cantando 'Por Enquanto' de Cassia Eller. "Estou extasiada, tocar em Salvador é muito bom", revelou a cantora logo após o show.
http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/leve-linda-e-esvoacante-vanessa-da-mata-empolga-o-publico-do-festival-de-verao/

Clara Nunes recebe homenagem de Mariene de Castro e Pedro Miranda



"Um ser de luz assim que nos 'alumia' é luz de Deus em nossas vidas", diz Mariene, referindo-se à Clara Nunes
Mariene de Castro e Pedro Miranda são os protagonistas do penúltimo show da sérieContos de areia— 70 anos de Clara Nunes, que será apresentado nesta quinta e sexta, às 21h, no Centro Cultural Banco do Brasil. A cantora baiana, com três discos lançados e um DVD, tem participado de vários projetos em Salvador, entre os quais o Balé mulato, de Daniela Mercury. Ganhou alguns prêmios, como o Tim de Música de melhor disco regional pelo Abre caminho.


Sambista que, como integrante do grupo Semente, deu importante contribuição para a revitalização da Lapa, Pedro Miranda há quatro anos partiu para carreira solo e lançou os CDs Coisa com coisa ePimenteira; integrou o elenco de musicais como Sassaricando e é um dos criadores do bloco carnavalesco Cordão do Boitatá.


No show em homenagem a Clara Nunes, ele vai cantar músicas gravadas pela cantora, como O último pau de arara (Venâncio, Corumba e J. Guimarães), Vendedor de caranguejo (Gordurinha),Sabiá (Luiz Gonzaga e Zé Dantas), Como é grande e bonita a natureza (Sivuca e Glorinha Gadelha), e os sambas Pra esquecer (Noel Rosa) e Anjo moreno (Candeia). Mariene de Castro será intérprete de Um ser de luz (João Nogueira e Mauro Duarte), Conto de areia (Romildo e Toninho Nascimento),Juízo final (Nelson Cavaquinho), Guerreira (João Nogueira e Paulo César Pinheiro), É doce morrer no mar (Dorival Caymmi), Ijexão (Edil Pacheco) e Canto das três raças (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro). Juntos, os dois farão no bis Feira de Mangaio (Sivuca e Glorinha Gadelha) e Ê, baiana(Baianinho, Fabrício da Silva, Miguel Perácio e Ênio os Santos). Os ingressos já estão esgotados. Não recomendado para menores de 14 anos.


Confira a entrevista que a cantora Mariene de Castro concedeu ao Correio.


CB - Qual sua relação com o legado de Clara Nunes?
Mariene - Esse jeito de cantar vestida de baiana fez o negro se orgulhar. Depois de tantos anos de escravidão, ela foi a primeira mulher a usar colares de conta no pescoço e dizer: “Se vocês querem saber quem eu sou, eu sou a tal mineira, filha de Angola, de Keto e nagô, não sou de brincadeira”. Isso é assumir todo negro que existia dentro do Brasil: alforriado, massacrado, esmagado, excluído. Essa saudade que Clara deixou no país tem relação com a mesma essência do que eu venho falando, do que eu sou, da minha história, do meu povo. Sendo agora uma baiana falando de si. Eu trago da Bahia toda a baianidade, no sentido da cultura, do botar torço na cabeça, de usar pulseiras, que vem da minha religião, de ser uma filha de santo, de ser adepta do candomblé, tudo isso está na minha vida.


CB - Clara é referência para seu trabalho?
Mariene - Entendi ao longo do tempo que nossos trabalhos falam da mesma essência, que têm o sentimento de quem ama e revela a cultura popular como uma filosofia de vida. A verdade da minha alma que canta através da história do meu povo. E isso Clara fez belamente.


CB - De que forma?
Mariene - Trazendo para o Brasil um país mergulhado na sua cultura, nas suas raízes. Clara se fez nordestina, baiana, filha de Santo, que cantou Roque Ferreira, Edil Pacheco. As coisas da minha terra com muita autenticidade.


CB - Você conhece o trabalho do Pedro Miranda, com quem vai dividir o palco do CCBB?
Mariene Conheço o trabalho dele há pouco tempo, mas fico feliz de ver pessoas jovens fazendo samba com tanto amor e emoção. Isso mostra a força desse Brasil que faz samba e que se renova na alma das pessoas que cultivam e guardam a nossa tradição. Fiquei muito feliz de ver no título do seu disco uma música do Roque Ferreira, que é um gênio da música brasileira nascido em Nazaré das Farinhas (Bahia). Ele é o compositor que escreve e desenha o meu repertório.


CB - Que importância tem participar do projeto Contos de Areia -- 70 anos de Clara Nunes?
Mariene - Me sinto muito feliz e honrada em participar desse projeto. Vejo como um presente de Deus, porque ele sempre escolhe a pessoas certas na hora certa. Meu repertório vai ser todo feito em homenagem a essa moça de que o Brasil sente imensa saudade. Foi uma felicidade e uma emoção muito grande receber o convite e poder cantar canções dela. Um ser de luz assim que nos "alumia" é luz de Deus em nossas vidas.
http://divirta-se.correioweb.com.br/materias.htm?materia=13992&secao=Programe-se&data=20120126

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Memorial Clara Nunes quase pronto


Sonho embalado há vários anos por Maria Gonçalves (dona Mariquita), irmã da Guerreira da MPB, pelo prefeito, Romário Vicente, e por um sem-número de amantes da cultura, o Memorial Clara Nunes começa a ganhar contornos de realidade em Caetanópolis (MG), graças a uma emenda parlamentar do deputado Ademir Lucas e ao empenho do secretário de Estado de Governo, Danilo de Castro, na liberação dos recursos necessários.


Os serviços de construção do Memorial já estão em fase final. “Clara Nunes faria 70 anos em 2012. A inauguração do Memorial será mais uma homenagem, dentre outras que serão prestadas à grande cantora, a exemplo do desfile da Escola de Samba Paraíso do Tuiuti, cujo enredo para o ano vindouro, dedicado a ela, recebeu o nome de ‘A Tal Mineira”’, comentou o prefeito, quando fazia visita de inspeção ao canteiro de obras, na manhã de 17 de junho, quinta-feira, acompanhado da assessora de Gabinete, Adriane Pereira da Rocha Guerra.


O Memorial Clara Nunes fica na Rua Fernando Lima, no centro da cidade, em espaço doado por Suede Gonçalves, sobrinho de Clara. Trata-se de edifício com instalações modernas e amplas, com toda a infraestrutura adequada à exposição e à conservação do acervo da cantora.

As relíquias que compõem o acervo estão sendo organizadas e catalogadas por especialistas da Universidade Federal de São João Del Rei.



http://www.caetanopolis.mg.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=102:memorial-clara-nunes-quase-pronto&catid=1:latest-news

Uma Sonora Manifestação Popular





No dia 26, tem apresentação da cantora Jéssica Giambarba, cantando repertório em homenagem a Clara Nunes, em especial, músicas de Paulo César Pinheiro que fazem menção à religiões afro-brasileiras. Três grupos apresentam esquetes teatrais na sexta-feira. O Núcleo de Pesquisa em Palhaçaria (NuPPal), com "Meu e Seu"; Grupo Colcha de Retalho, apresentando "Pastel Estragado"; e a Cia. Verdade Cênica, com "O Belo Paralelo. No fim de semana, são apresentados ainda o espetáculo infanto-juvenil "Próxima Parada: Brasil", das atrizes Larissa Montenegro e Samanta Sanford, no sábado; e "Sou Fria Sofria Sofia", no domingo, com a Cia. Fulô de Talvim, fechando as apresentações. Duas atividades de formação que fazem parte da I Vaia Para a Cultura estão previstas para fevereiro: o debate sobre "Standup Comedy" com o grupos Humorragia e Crise; e o workshop "Atores Cantantes", ministrado por Aldrey Rocha.

"O debate vai acontecer dia 3 de fevereiro, por conta da pauta do teatro", explica Aldrey. A ideia é discutir este formato de humor, bastante popular nos Estados Unidos, que começa a ganhar força no Estado. O workshop, explica, ainda não tem data marcada, mas deve ser realizado também em fevereiro.

Ode às africanidades de Clara

O tempero africano no canto de Clara Nunes é tema do espetáculo "Brasil Mestiço", que estreia nesta quarta-feira, às 19h, pela voz de Jéssica Giambarba, homenageando a cantora mineira que estaria completando 70 anos em 2012. O show faz parte da programação da I Vaia para Cultura e também será realizado no teatro do Sesc Emiliano Queiroz.

"O repertório foi elaborado de acordo com as influências das religiões afros, em especial, nas músicas do Paulo César Pinheiro", destaca Jéssica. Ela passeia ainda por outras fases da carreira de Clara, incluindo sambas-canções marcantes do início da carreira e ainda músicas de Chico Buarque e sambas-enredos. Jéssica será acompanhada por Rodrigo BZ (percussão), Vitor Santiago (violão) e Brenna Freire (cavaquinho).

Carioca radicada em Fortaleza, a interprete Jéssica Giambarba é pesquisadora da religiões afro-brasileiras e se dedica a explorar repertórios da música brasileira. Jéssica participou de projetos como "Saudades do Brasil" (2000), de Inês Lima, e do espetáculo "As Cumade" (2008), dedicado à musicalidade nordestina, produzido pelo cantor e compositor João Barbosa.

Trajetória

Nascida em 12 de agosto de 1942, a mineira Clara Nunes chegou a ser a cantora que mais vendeu disco no País, batendo a marca das 100 mil cópias. Seu primeiro LP foi lançado em 1966 e trazia uma seleção de boleros e sambas-canções, marcando a primeira fase de sua carreira, com uma seleção mais romântica. O samba propriamente dito acontece na vida de Clara a partir do segundo disco, "Você Passa e Eu Acho Graça", que era título também da música de Ataulfo Alves e Carlos Imperial que foi seu primeiro sucessos radiofônico.

Na década de 1970, ela se firmou como cantora de Samba e mergulhou na influência africana da cultura brasileira, absorvendo suas danças, ritmos e vestindo-se em alusão as religiões afro-brasileiras. Lançou discos como "Clara Clarice Clara" (1972) com as músicas "Morena do Mar", de Dorival Caymmi e "Tribulo aos Orixás", de Mauro Duarte, Noca e Rubem Tavares; e o disco "Claridade" (1975), maior sucesso de sua carreira, que trazia "O Mar Serenou", de Candeia e "Juízo Final", de Nelson Cavaquinho e Élcio Soares.

Foi também em 1975 que Clara Nunes casou com o poeta e letrista Paulo César Pinheiro. A união refletiu-se em sua carreira, passando a gravar músicas de Paulo César e do sambista João Nogueira, seu parceiro. Nos anos seguintes, lançou "Canto das Três Raças", em 1976, "As Forças da Natureza", de 1977, "Guerreira" e "Esperança", ambos em 1978.

Ela morreu em abril de 1983, ainda no auge da carreira, após sofrer uma reação alérgica ao anestésico utilizado em uma cirurgia de varizes.

Mais informações

I Vaia Para a Cultura. Até 29 de janeiro (domingo), no teatro do Sesc Emiliano Queiroz (Av. Duque de Caxias, 1701). Sempre às 19h. Gratuito. Abertura com o musical "Companhia", do Grupo Às de Teatro. Workshop "Atores Cantantes", dia 3 de fevereiro. Programação no site: www.universidadedasartes.com.br

FÁBIO MARQUES
REPÓRTER

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1096721

sábado, 21 de janeiro de 2012

Mariene de Castro emociona público com homenagem a Clara Nunes



Parte do show feito por Mariene de Castro na noite de ontem, 20/01, foi dedicada à sambista Clara Nunes. Canções como Um ser de Luz e Guerreira emocionaram o público que lotou a segunda noite do projeto Santo de Casa. “Canto com muita felicidade para essa moça que a gente sente imensa saudade”, disse Mariene após ser ovacionada pela plateia. Destaque na noite também para os duetos com Márcia Castro. Juntas, as cantoras interpretaram grandes sucessos da música brasileira como Preta pretinha e Samba pras Moças. Mesmo debaixo de chuva, o público não desanimou e continuou sambando ao som de músicas inéditas que estão no novo álbum Tabaroinha e outras já consagradas a exemplo de Ilha de Maré. “Mãe Oxum mandou a chuva na hora certa. Sintam-se lavados e abençoados”, disse a intérprete. Quem também subiu ao palco do Espaço Cultural da Barroquinha para cantar ao lado da intérprete baiana foi o Cortejo Afro. Já o show de abertura do Santo de Casa foi comandado pelo grupo popular Raízes de Santo Amaro. O Santo de casa segue nos dias 03/02 e, logo após o Carnaval, no dia 24/02.
http://www.noticianahora.com.br/BA/noticia/mariene-de-castro-emociona-publico-com-homenagem-a-clara-nunes/106482#.Txti3aVYt2A

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Clara Nunes nos “Melhores Momentos do Aplauso”



Nos “Melhores Momentos do Aplauso “ deste domingo(22), das 10h ao meio dia, pela Educativa FM(107,7MHz) os fãs deClara Nunes e os ouvintes vão conferir uma edição especial do programa Aplauso dedicada inteiramente à artista.
Conhecedora das crenças e tradições afro-brasileiras, ClaraNunes foi a primeira cantora brasileira a vender mais de 100 mil cópias, derrubando um tabu segundo o qual mulheres não vendiam disco. Durante o programa os ouvintes irão conferir um pouco da história, do talento e da intensidade de uma das cantoras que mais emocionou o país.
A morte de Clara Nunes por insuficiência cardíaca ocorreu no dia 2 de abril de 1983, na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro, quando a cantora tinha 39 anos de idade. Antes de vir à óbito, ela havia permanecido por 28 dias em estado de coma, tendo sido acometida por morte cerebral após sofrer uma anafilaxia durante uma cirurgia para retirada de varizes nas pernas em 5 de março daquele mesmo ano. Assim, o Brasil perdia uma das cantoras mais populares da época.
No repertório desta audição especial, os ouvintes vão se emocionar com Clara Nunes interpretando “Ai Quem Me Dera”, de Vinícius de Moraes; “Risos e Lágrimas”, de Nelson Cavaquinho, Ribeiro e Brandão; “Meu Sofrer”, de Bide e Marçal; “Você Passa Eu Acho Graça”, de Ataulfo Alves e Carlos Imperial; “Lama”, de Mauro Duarte. Além de dueto com Marisa Gata Mansa e Martinho da Vila, dentre outras interpretações.
O Aplauso tem a pesquisa e produção musical de Givaldo Kleber, trabalhos técnicos de Edson Silva e apresentação de Elias Ferreira. 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

'Acreditamos muito nesse Carnaval', diz Jack Vasconcelos

foto: Luana Freitas



O SRZD-Carnaval foi até o barracão da escola de samba Paraíso do Tuiuti, no centro da cidade, conversar com o carnavalesco Jack Vasconcelos sobre o desenvolvimento do Carnaval da atual campeã do Grupo de Acesso B, que levará para a Marquês de Sapucaí o enredo "Clara Nunes - A Tal Mineira". Jack resumiu o andamento dos trabalhos e destacou o investimento do presidente Renato Thor na estrutura das alegorias.
"Nosso barracão está adiantado e temos praticamente 80% do trabalho desenvolvido. Todo o trabalho grosso, pesado mesmo, já foi concluído e a dedicação é intensa", explicou o carnavalesco.
"Este ano nós investimos muito em ferro, madeira e tudo é novo. O presidente Thor investiu realmente nisto e priorizou dar uma reformulada no design dos carros e no visual da Tuiuti. Todos nós trabalhamos com muita vontade e acreditamos muito nesse Carnaval", completou.
Jack relatou a participação da comunidade e o apoio no tema desenvolvido.

Tributo a Clara Nunes



No próximo dia 20 a Unidos do Ladeira promove uma grande festa em homenagem a grande sambista Clara Nunes. Durante o evento, também serão apresentadas as fantasias para o carnaval 2012.
A escola convida toda comunidade do samba a prestar esta homenagem para ela que este ano novamente será o tema do enredo da agremiação, Clara, clareia, clareou, 70 anos da Guerreira.
Show com Sandra Portela e bateria Esquadrão Choque Nervoso.
Local: Clube Dom Pedro II
Horas: 20hrs
Diretoria Infoma: ingressos esgotados

O encanto de Luiz Jasmin



O encanto refletido pela inteligência e beleza, única e esplendorosa, das mulheres. Capazes de mudarem o rumo de uma história e, como diria Arthur Schopenhauer: A mulher é um efeito deslumbrante da natureza. A grandeza de Luiz Jasmin, plural nos seus talentos, em traduzir a singularidade das mulheres que, de alguma maneira, passaram pela sua vida. Entre elas, Danuza Leão, Yolanda da Costa e Silva, Maria Bethânia e Tânia Alves. A cada mulher, uma nova experiência, um novo sentimento.
Os relatos de Jasmin nos remetem a um profundo mergulho no encanto exalado por mulheres do mundointeiro. Mulheres, essas, possuidoras de uma força sentimental invejável, e que vão muito além dos estereótipos comumente relacionados a este gênero. Algumas delas alcançaram a fama, estiveram nos holofotes da mídia. Outras, mais discretas, fizeram parte de uma plateia que assistia ao crescimento de tantas mulheres que bem representaram a independência e autonomia do sexo feminino. Mas todas elas são, sobretudo, marcantes, guerreiras, exemplos de vida e perseverança.
Tive a honra de ser convidado a prefaciar essa obra que relembra, além de um seleto universo feminino que fez parte da vida desse artista, lugares e pessoas memoráveis. Cada um com infinitas particularidades e boas lembranças, que, agora, Luiz Jasmin nos dá o prazer de conhecer e desfrutar desse universo encantado vivido por ele. Além disso, a obra conta com registros fotográficos que, certamente, engrandecem o valor dessa obra com imagens que são verdadeiras relíquias. São fotos curiosas, inéditas, poéticas, charmosas, oriundas de um álbum de família ou, quem sabe, de um álbum de viagem, podendo, ainda, terem sido, em algum período, retratos esquecidos dentro de uma gaveta. Mas, hoje, chegam como um convite para reviver a época retratada, para conhecer a mulher registrada, imagens que ilustram o encanto perpassado pelas belíssimas histórias.
Uma das passagens que, seguramente, chamará a atenção e marcará a todos que tiverem a oportunidade de ler esta obra literária é a experiência de Jasmin vivida em Nova Iorque. Lá, ele conheceu, e encantou, o renomado artista plástico Salvador Dalí, que se tornou, rapidamente, e após um singular episódio em um bar, grande amigo do autor desse livro. Outro destaque é a rica descrição do episódio em que o escritor teve o seu primeiro contato com o talento musical da magnífica Maysa. Uma bela e peculiar história, de encher os olhos e a imaginação de qualquer um. O encanto, à primeira vista, de Jasmin por Carmen Miranda também deu origem a uma passagem belamente relatada.
A obra, que também traz vivências cotidianas, físicas, sentimentais de Luiz Jasmin com Tânia Carrero, Zuleica Raposo e Clara Nunes, tem, ainda, a linda e emocionante história da sua encantada amizade com a cantora Maria Bethânia e as belíssimas capas dos discos dela ilustradas por este grande artista. De fato, um encanto de prosa, do começo ao fim. Ele retrata, de maneira inexplicável e, ao mesmo tempo, louvável, a alma e a grandeza da mulher, que independe do seu país natal, da sua idade, da sua profissão, do título de sexo frágil. Elas agem com o coração. Possuem a força e a coragem de uma mãe, a lealdade de um amor, e o companheirismo de uma amiga.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Vanessa da Matta encena Clara Nunes em ensaio técnico



A cantora esteve no ensaio técnico da Portela, neste sábado, 14, no Rio.

Debutando na passarela do samba, Vanessa daMatta era só emoção no ensaio técnico da Portela, que aconteceu neste sábado, 14, na Sapucaí. A cantora, que representará Clara Nunes no desfile, falou de sua emoção: "Fiquei honrada com o convite e muito feliz de estar aqui. Será que estou à altura dessa mulher? ", disse.

Vanessa também falou sobre representar Clara Nunes: "As pessoas me dizem que eu pareço com ela. Está sendo muito interessante. Minha avó era baiana e eu tive muita influência dela, acho que por isso fica mais fácil na hora de representá- la", finalizou.

http://ego.globo.com/carnaval/2012/noticia/2012/01/vanessa-da-matta-encena-clara-nunes-em-ensaio-tecnico.html

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Contos de Areia - Monarco e Verônica Ferriani


Horário: 21h | Local: Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília Endereço: Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (SCES Trecho 2, lote 22).

De 12 a 13 de janeiro o cantor Monarco e Verônica Ferriani integram a série Contos de Areia - 70 anos de Clara Nunes, qeu traz ao palco do CCBB Brasília shows inéditos nas vozes de 12 destacados intérpretes da música brasileira, que se apresentarão em duplas, de 12 a 29 de janeiro, em cada um dos seis espetáculos da série. Mais importante do que as atrações, no entanto, é o repertório de Clara Nunes que o público de Brasília vai ouvir novamente ao vivo. Ao longo de seus seis shows, a série apresenta quase uma centena de canções registradas pela cantora.
Monarco  e Verônica Ferriani, Joyce e Teresa Cristina, Delcio Carvalho e Maira, Nei Lopes e Nilze Carvalho, Mariene de Castro e Pedro Miranda, e Elton Medeiros e Fabiana Cozza são as duplas de bambas convidadas a nos presentear com o legado de Clara Nunes, esta notável cantora mineira, que deixou um rastro de luz, encantamento e amor à música e ao próximo. As duplas de intérpretes serão acompanhadas por banda especialmente formada para a série. "Ninguém jamais cantou sambas como Clara Nunes. A ideia é homenagear a cantora e trazê-la para o tempo presente. Clara foi a primeira mulher na história do país a bater o recorde de cem mil cópias vendidas e ainda desmistificou o preconceito com as religiões de origem afro-brasileiras", explica Monica Ramalho, uma das curadoras.