Sabiá...Até um dia!

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terça-feira, 20 de março de 2012

ALGUMAS REVISTAS DA MINHA VASTA COLEÇÃO COM MAIS DE 50

SE VIREM POSTADAS POR AI JÁ SABEM QUEM COPIOU!









































Maria Rita estreia turnê 'Viva Elis' para convidados no Rio


Foi cantando os versos "Bom, ai que bom é ver vocês/ E cada vez que eu volto é pra dizer/ Que ser ter vocês/ Sem ter vocês/ Não sou ninguém", da música "Imagem", que Maria Rita abriu a turnê em que, pela primeira vez carreira, canta um repertório composto exclusivamente por canções famosas na voz de sua mãe, Elis Regina (1945-1982). Em apresentação apenas para convidados na noite desta segunda-feira (19) - iniciada pouco antes das 22h30, cerca de meia hora após o horário previsto, no Vivo Rio -, a cantora abriu a turnê "Viva Elis". A série de shows marca os 30 anos da morte de Elis Regina.
Pouco antes de Maria Rita começar o show, seu irmão João Marcelo Bôscoli passou pelo palco e comentou estar emocionado com a ocasião. "É muito difícil falar agora, tem sido muito emocionante, estou muito feliz de poder realizar esse trabalho", disse ele, idealizador do projeto. "Espero que essa movimentação inspire o Brasil a fazer isso com outros nomes, personalidades como Clara Nunes e Elizeth Cardoso. Tomara que vocês se emocionem tanto quanto a gente."


http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-3/artigo/maria-rita-estreia-turne-viva-elis-para-convidados-no-rio/ 

segunda-feira, 19 de março de 2012

CLARA NA REVISTA HISTÓRIA,A BELEZA QUE CANTA



Ela foi a primeira a quebrar o tabu de que mulher não vendia disco com as mais de 100.000 cópias do compacto “Tristeza, Pé no Chão”, em 1973. Inovou ao levar religiosidade e elementos estéticos africanos para o meio fonográfico. E foi uma das pioneiras no resgate de baluartes do samba, como Cartola (1908-1980) e Nelson Cavaquinho (1911-1986). Em agosto, quando completaria 70 anos, Clara Nunes (1942-1983) finalmente terá um memorial todo dedicado a seu acervo em Caetanópolis, sua cidade natal, a 100 quilômetros de Belo Horizonte. Em breve, a casa em que nasceu, doada à prefeitura no fim de 2011, também será restaurada, e ajudará a formar um circuito considerável em torno da imagem da cantora.

“Clara não jogava nada fora, guardou até a roupa com que foi coroada Rainha do Carnaval em Belo Horizonte, nos anos 1960. Depois que ela morreu, guardamos tudo. Discos de Ouro, troféus, acessórios, fantasias, reportagens, mais de 2.000 fotos. Já são 29 anos de luta para criar o Memorial Clara Nunes. Devo ter feito uns seis projetos, mas só agora conseguimos levar à frente. Temos até o apoio da Universidade de São João Del Rei, que está restaurando o acervo e organizando a montagem da exposição”, conta Maria Gonçalves, também conhecida como Dona Mariquita, irmã de Clara.

O memorial será inaugurado junto com a sétima edição do Festival Clara Nunes, no início de agosto. Além das atrações tradicionais, como pintura, dança, música e a presença da Velha Guarda da Portela – escola que homenageou a cantora no samba-enredo deste ano –, Dona Mariquita convidará todos os amigos de Clara para o evento. A ideia da Secretaria de Cultura da cidade é que a edição deste ano seja a maior de todas.

Foi ainda em Caetanópolis – na época Cedro, distrito de Paraopeba – que Clara começou a participar de concursos de calouros. Mas só em Belo Horizonte ela se consolidou como cantora, ao ganhar a fase mineira do concurso “A Voz de Ouro do ABC” e se classificar no terceiro lugar nacional. “Foi aí que ela veio ao Rio gravar seu primeiro LP, em 1966. Ela começou cantando bolero, versões de músicas francesas e italianas, flertou com a Jovem Guarda, participou de festivais universitários... Mas só a partir dos anos 1970, quando mudou todo seu conceito de música e estética, começou a fazer sucesso”, afirma o jornalista Vagner Fernandes, autor de Guerreira da Utopia (Ediouro, 2007).




Com seu novo produtor, o radialista Adelzon Alves, Clara construiu uma nova imagem ligada às raízes da cultura brasileira. Começou a gravar sambas, frevos, forrós e jongos, mudou a forma de interpretar e passou a usar roupas e acessórios que remetiam a religiões afro-brasileiras. “Essa imagem foi construída, mas Clara sempre se interessou por essas religiões. Aliás, ela era espiritualista, acreditava em qualquer caminho que pudesse levá-la a Deus”, diz Fernandes. O sincretismo religioso será um dos pontos fortes do memorial, que terá desde objetos de umbanda e candomblé até o acervo barroco que decorava a casa da cantora no Rio de Janeiro.

domingo, 18 de março de 2012

UMA HOMENAGEM HOJE AO DIA DO FÃ

Um dia especial para aquele que é importante e fiel:O FÃ!
Aquele que coleciona,se apaixona,se emociona,compra os ingressos dos shows,os cds,os dvds...que são incansáveis admiradores e arraigados em seu propósito de ser um seguidor daquilo em que acredita e gosta.
Há os fanáticos,bons de briga,exibicionistas.Há os inocentes,de coração aberto,que compartilham tudo o que têm no único propósito de alegrar aos que não possuem o que ele possui,no afã de distribuir felicidade.Há os que tem e não abrem mão,que trancam raridades em seus armários,senhores absolutos de suas conquistas.
Mas o importante é amar ao seu idolo com respeito e capaz de desdobramentos,de homenagens reconhecidas como declarações de amor,de gestos eloquentes e inesquecíveis.
Hoje,Dia do Fã,frases de Clara Nunes:

"A gente não está aqui passando férias!A gente está aqui cumprindo uma missão"


"EU VEJO UMA COISA MAIS AMPLA.EU ESPERO QUE HAJA MAIS AMOR ENTRE OS SERES HUMANOS.QUE HAJA MAIS COMPREENSÃO.QUE OS HOMENS SE OLHEM MAIS NOS OLHOS E,POR FAVOR,TERMINE ESSA GUERRA "IMBECIL",ESSE ÓDIO QUE EXISTE EM TODOS OS HOMENS!EXISTE A PAZ...É O QUE EU DESEJO!








Sucessos de Clara Nunes lembrados na voz de Carolina Soares


São Paulo - Carolina Soares, uma das grandes revelações do samba de São Paulo, apresenta o show Tributo a Clara Nunes, um espetáculo emocionante e inesquecível, que homenageia a eterna Clara Nunes, resgatando todo o talento, beleza e carisma desta grande intérprete brasileira que deixou tanta saudade.

A cantora Carolina Soares reúne grandes canções como "O mar serenou", "Morena de Angola", "Conto de areia" e "Canto das três raças",todas grandes sucessos na voz de Clara Nunes e na memória de todos que gostam de música.

O espetáculo será apresentado nos dias 12 e 22 de março, às 21h e 20h, respectivamente, no Teatro Cacilda Becker (dia 21) e no Teatro Zanoni ferrite (dia 22), em São Paulo. A entrada é franca e os interessados devem chegar com pelo menos meia hora de antecedência para providenciar a retirada dos ingressos.

DETALHES

Teatro Cacilda Becker. Dia 21 de março - 21h. Entrada Franca

segunda-feira, 12 de março de 2012

Wilson Moreira em versos e quadras quinta no BNDES, grátis


O mestre Wilson Moreira, essa entidade, faz o show "Wilson Moreira em versos e quadras" esta quinta, 15, no BNDES. Chegue cedo.

No repertório, "Goiabada cascão", "Coisa da antiga", "Silêncio de bamba", "Gostoso veneno" e "Senhora liberdade" (todas em parceria com Nei Lopes) mais "Formiga miúda" (com Sérgio Fonseca) e "Banho de felicidade" (com Adauto Magalha), entre outras.

O show tem direção musical de Paulão 7 Cordas e que tocará violão, Moreira será acompanhado por Kiko Horta (acordeão), Alexandre Maionese (flauta), Alessandro Cardozo (cavaquinho), Ramon (violão), Netinho Albuquerque (pandeiro), Jaquara e Quininho (percussão).
Serviço

QUANDO: 15 de março, às 19h
ONDE: Auditório do BNDES (Av. República do Chile, 100, Centro do Rio)
QUANTO: Grátis, mediante senha, que pode ser retirada uma hora antes do show. Recomendo chegar cedo.
ETCÉTERA: Classificação livre



Mais sobre esse grande compositor:


"Falar de Alicate nunca é demais
O mestre Wilson Moreira ingressou na música através das escolas de samba de Realengo, onde morava. Foi tocar tamborim na Água Branca, que se fundiu posteriormente à Mocidade Independente de Padre Miguel. Já mostrava seu talento artístico ao dominar a percussão, atuar como passista e escrever suas primeiras composições. Em 1956, Leny Andrade gravou sua primeira música, "Antes assim". Em 1962 e 1963, ganhou os sambas-enredo da escola. Começou a participar de grupos como Os Cinco Só (com Zuzuca, Zito, Jair do Cavaquinho e Velha), que depois mudou de nome para Turma do Ganzá. Com grupo Partido em 5, gravou um histórico elepê homônimo, ao lado de Candeia, Casquinha, Velha e Joãozinho da Pecadora. O disco fez muito sucesso na época. Vendeu tanto que não só gerou duas continuações, como foi motivação suficiente para que o Wilson largasse sua profissão de carcereiro (que lhe deixou como herança o apelido de Alicate, em virtude do seu forte aperto de mão) e se profissionalizasse na música. Foi quando a carreira de Wilson deslanchou. Na época, duas parcerias suas com Candeia levavam a quadra da Portela à loucura: "Mel, mamão com açúcar" e "Não tem veneno".

Nei Lopes estava atrás de um parceiro para colocar letra em suas melodias e Delcio Carvalho, outro bamba da pesada, falou para ele: "Vem cá que vou te apresentar um sujeito que põe música até em bula de remédio". E assim se formou uma das mais geniais duplas da história da música brasileira. Se você gosta de samba, conhece alguns sucessos criados por eles: 'Coisa da antiga' ("Na tina vovó lavou / a roupa que mamãe vestiu quando foi batizada") foi um grande sucesso de Clara Nunes;

Beth Carvalho; a lindíssima 'Gostoso veneno' ("Esse amor me envenena / mas todo amor sempre vale à pena / desfalecer de prazer / morrer de dor / tanto faz, eu quero mais amor") foi gravada por Alcione e ainda outro dia entrou na trilha de uma novela global; 'Senhora liberdade' ("Abre as asas sobre mim, ó senhora liberdade / eu fui condenado sem merecimento / por um sentimento / por uma paixão") virou hino na campanha das Diretas Já e nos comícios do Lula nos anos 80. Parafraseando Monarco da Portela, se for falar dos sucessos do Wilson, hoje não vou terminar.

A dupla gravou dois discos fundamentais de samba, 'A Arte Negra de Wilson Moreira e Nei Lopes' (1980) e 'O Partido muito alto de Wilson Moreira e Nei Lopes' (1985). Nos anos seguintes, ambos lançaram discos solo, com novos parceiros, mas também outras músicas da dupla. Wilson fez dois discos especialmente para o mercado japonês 'Peso na balança' (1986) e 'Okolofé' (2000, gravado dez anos antes). Em 1997, Moreira sofreu um derrame violento que paralisou o lado esquerdo do seu corpo. O mundo do samba uniu as vozes e os timbres em show para ajudar nas despesas com o seu tratamento. Mais de mil pessoas aplaudiram extasiadas artistas como Paulinho da Viola, Dona Ivone Lara, Zé Kéti, Nelson Sargento, Zeca Pagodinho e Nei Lopes, entre outros que, juntos naquela noite histórica, homenagearam o bamba. Wilson Moreira se restabeleceu e será com o mesmo talento e reverência às tradições de sua cultura que vai cantar dia 15 no BNDES" (release).



Lembrança de Clara!

http://www.samba-choro.com.br/noticias/pordata/26851

Não percam também:

sábado, 10 de março de 2012

Sandra Costa realiza neste sábado sua homenagem à Clara Nunes!!!!


Sandra Costa retorna à Casa de Noca para mais uma homenagem à guerreira Clara Nunes. A Casa abre a partir das 22 horas e o show começa às 23h30!!!
Pode vir que a expectativa é das melhores… salve, salve, Clara Nunes!!

http://casadenocafloripa.com/2012/03/10/sandra-costa-realiza-neste-sabado-sua-homenagem-a-clara-nunes/

Parabéns às Damas do Samba!


Num país governado por uma mulher, a tônica da igualdade, respeito e admiração por tantas outras parece estar em moda, e isso é muito bom. E no mundo do samba, grandes mulheres se imortalizaram, exemplo de resistência, coragem, talento e simplicidade, para construir nossa maior festa popular: o carnaval carioca.

Passei o dia inteiro imaginando o que escrever para essas "Senhoras do Samba", de modo que não parecesse repetitivo, diante de tantas homenagens neste Dia Internacional da Mulher, mas que soasse como um sincero muito obrigado por transformar o samba e o carnaval nesta grande família que se tornou.

Parece que tudo começava ainda no início do século XX, na célebre Praça Onze, Zona Portuária do Rio, negros recém-chegados da Bahia se juntavam para batucar na casa de Tia Ciata, esta mulher de hábitos simples, adepta do candomblé e sambista por natureza, certamente se tornou o grande referencial da luta contra a marginalização que sofreu o samba naquela época, batucar era proibido, mas ela não se importava com isso. Era na casa desta mulher do samba que nomes como Pixinguinha, Sinhô, Heitor dos Prazeres e tantos outros bambas se reuniam para fazer sua arte. Ali começava tudo. E de lá para cá as mulheres foram a cada dia se tornando mais fortes e levando nossa cultura no peito e na raça.
Eu precisaria de muitas páginas para saudar todas essas mulheres, confesso que seria quase impossível, por isso quero muito que cada mulher lembrada aqui, seja uma representação fiel de tantas outras que fizeram sucesso, ou anonimas, vivas ou na saudade, mas mulheres que fizeram e fazem nossa festa ainda mais bonita.

Do Morro de Mangueira, as saudosas Dona Zica e Dona Neuma, que deixou como herança para todos nós a querida Chininha da Mangueira, mulher forte da Estação Primeira de Mangueira, ou por que não lembrar também de nossa cantora Alcione, fundadora da Mangueira do Amanhã, ou de Beth Carvalho, sambista classe A, mangueirense de corpo e alma, e tantas outras mulheres de Mangueira que Tia Suluca pode representar muito bem. E que saudades de ver o belo bailado de Neide, a grande porta bandeira de todos os tempos.

Da Mangueira para o Império Serrano, a grande Dama do Samba, Dona Ivone Lara, que vivendo seus 90 anos tem força e disposição para passar com sua escola, ainda hoje, pela Sapucaí emocionando a todo público apoteoticamente.

Na Portela vimos o talento da inesquecível Clara Nunes, mineira guerreira, filha de Ogum com Iansã, como dizia uma de suas canções de maior sucesso, foi a artista que mais gravou composições dos mestres da Portela. E porque não lembrar também de Vilma a eterna porta bandeira da Águia Guerreira, e nossa Tia Surica encantando a todos até hoje, defendendo sua escola como sua maior paixão, representante fiel de todas as mulheres da azul de branca.


http://www.sidneyrezende.com/noticia/164729+parabens+as+damas+do+samba


sexta-feira, 9 de março de 2012

LUIZ GONZAGA É CEM: HOMENAGEM DE CLARA NUNES


A mineira Clara Nunes, que nos deixou precocemente em 02/04/1983, cantou como ninguém o lamento sertanejo de João do Vale, o baião sofrido de retirante de Luiz Gonzaga e as dores do peito da raça negra. E também seus orixás. Ela própria uma filha de santo que teve a “cabeça feita” por pai Edu de Olinda.

Afirmo isso porque, em pelo menos duas reportagens publicadas no jornal Folha de São Paulo (11/09/1975) e na Revista Amiga (20/04/1983), falou-se abertamente que a cantora era filha de santo de Pai Edu, babalorixá do terreiro Palácio de Iemanjá, em Olinda, em cujas paredes são exibidas orgulhosamente fotos do ritual no qual a cantora teria sido consagrada a Oxum no Rio Capibaribe.

A própria Clara Nunes em certa ocasião chegou a dizer: “Sou muito supersticiosa. Não visto preto, não deixo porta de armário aberta, não coloco sapatos em cima do armário e só canto de branco. É uma cor que transmite paz, coisa boa para o público. Dá uma aura legal. Sou também muito mística. Para começar, na minha religião, quando a gente faz a cabeça, assume certas obrigações e deve cumpri-las. Eu sigo tudo à risca. Mesmo as coisas que eu adoro, eu deixo de fazer. Comer doce de abóbora, por exemplo. É comida do meu santo. Eu não posso comer. Não como.”

Não se esqueçam que ela gravou uma música chamada "Homenagem a Olinda, Recife e Pai Edu". Muitos dizem que, quando Paulo César Pinheiro tornou-se produtor musical e marido da estrela, houve o seu completo afastamento do Palácio de Iemanjá. Afirmam que isso foi consequência do fato de que aquele compositor não era muito chegado à religião da esposa. Não me convenço muito disso, mas leiam o que foi publicado na época.

Clara Nunes já era uma cantora de grande reconhecimento nacional e seu casamento com Paulo César Pinheiro foi um acontecimento de grande divulgação pela imprensa. Um dos assuntos mais comentados sobre o evento foi o fato de Clara ter convidado um padre, ao invés de um pai de santo para celebrar a cerimônia. Para piorar, em entrevista, Pai Edu relatou que só ficou sabendo do casamento de Clara Nunes pela Revista Amiga, o que muito lhe chateou, pois, segundo ele, a cantora teria lhe dito que se casaria em seu terreiro. À época, Clara respondeu em uma entrevista concedida ao Jornal Folha de São Paulo, de 11/09/1975, que Pai Edu havia sido envolvido pela imprensa, pois ela nunca lhe prometeu casar no seu terreiro, apenas disse que um dia, quando pudesse, iria lá somente para ser abençoada. O fato é que, após esse episódio, Clara se afastou da casa de Pai Edu e não mais foi encontrado nenhum indício de que ela tenha se ligado diretamente a outro pai de santo ou terreiro, apenas foi constatado o fato de que ia esporadicamente ao terreiro de Vovó Maria Joana Rezadeira, a Tenda Espírita Cabana de Xangô, no Rio de Janeiro.

Quando Clara Nunes interpretava aquele tipo de música que lembrava sua religião ou sua ligação com o continente africano, parecia que ganhava uma energia especial vinda já se sabe de onde. Algumas noites do programa Fantástico, da Rede Globo, nos mostraram uma Clara como que em transe ao cantar algumas pérolas musicais dedicadas aos orixás ou à mãe África de nós todos.

Quando ela resolveu gravar “Pau de Arara”, baião com levada de maracatu de Luiz Gonzaga e Guio de Moraes, já se esperava que a sua gravação fosse a definitiva para esta música. E foi, pois ela a transformou num “sambaião” de altíssimo valor artístico, ajudada pela equipe fenomenal de músicos que a acompanhou. Consta do seu memorável disco “Alvorecer”, de 1974. Os arranjos fazem a mistura de triângulo e zabumba com instrumentos de percussão típicos do samba, acrescidos de um cavaquinho. De quebra, uma orquestra de cordas para deixar tudo ainda mais bonito. Uma página sonora digna de constar em qualquer antologia da Música Popular Brasileira.

Lembrar dessa gravação no ano do centenário de Luiz Gonzaga era uma coisa mais do que necessária,é uma obrigação, afinal foi cantando “Pau de Arara”, “Oricuri”, “Sabiá”, “Viola de Penedo” e “Feira de Mangaio” que a Clara guerreira se tornou inesquecível para os nordestinos. E todos nós somos muito gratos a ela!

Para ouvi-la cantando “Pau de Arara”, de Luiz Gonzaga e Guio de Moraes, basta clicar aqui. É muito salutar acender a chama da lembrança de Clara Nunes neste dia dedicado às mulheres e neste ano em que ela faria 70 anos, uma vez que nasceu em 12/08/1942.

Abençoada seja Clara, sempre, a filha de seu Mané Serrador e dona Amélia Gonçalves Nunes!


quinta-feira, 8 de março de 2012

Brasileiro, Profissão: Esperança com o grupo Os 10 Y Mais


O espetáculo Brasileiro, Profissão: Esperança retorna aos palcos de Montes Claros, desta vez, no dia 14 abril, sábado, na AABB- Associação Atlética Banco do Brasil.

A peça é do dramaturgo Paulo Pontes, baseado nas letras e canções de Dolores Duran e Antônio Maria, com samba-canções dos anos 50.



Brasileiro, Profissão: Esperança foi encenado diversas vezes no Brasil. Originalmente, Ítalo Rossi e Maria Bethânia fizeram o papel de Antônio Maria e Dolores Duran. A montagem mais famosa, no entanto, foi a da década de 1970, com Clara Nunes e Paulo Gracindo e direção de Bibi Ferreira, que ficou meses no Canecão (RJ).

Em Montes Claros, Maristela Cardoso e Diógenes Câmara interpretam Dolores e Antônio Maria, sob a direção do mestre Baptista. Informações e convites pelo telefone (38) 9193-2123.

http://www.onorte.net/noticias.php?id=37426

Clube do Samba traz Magary Lord e Samba D’Ju


O Clube do Samba está em sua oitava edição e traz para Aracaju no dia 9 de março, a partir das 9h, na Mansão Zilah Albuquerque, as bandas Samba D’Ju, Thiago Corrêa, Magary Lord e Solamento.

Cantor revelação do carnaval baiano, Magary Lord vai trazer o Black Semba para Sergipe. Músicas como ‘Inventando Moda’, além de ‘Circulou’ de sua autoria, juntamente com Fábio Alcântara e Leonardo Reis, e que já é uma das mais executadas nas rádios de todo o país, na interpretação da Banda Eva.


Infonet- Para criar o repertório, o grupo se inspira em quais cantores?

J. M- Eu sou apaixonada por Carlinhos Brow e Caetano Veloso, que são os grandes mestres da música, são pessoas que eu escuto, eu ouço, sempre em primeiro lugar, mas de samba que eu amo é Clara Nunes, acho que toda a mulher que canta hoje, independente do samba, tem uma influência de Clara Nunes muito forte. Marisa Monte, Elis Regina e Maria Rita que eu adoro, muitas cantoras baianas como Ivete, Daniela Mercury, Margareth Menezes também. Se vocês ouvirem a nossa música ao vivo, vocês vão ver que são muito misturados, eu sou um liquidificador ambulante, misturo tudo e gosto muito do que a gente faz. Uma mistura de samba com música baiana.

http://www.infonet.com.br/cultura/ler.asp?id=125390

Grupo Erastos e AVEduo no Sesc



"Edith Piaf – Uma Dança ao Amor", espetáculo de dança contemporânea dos maringaenses da companhia Erastos, e o show musical "Mujeres Latinas", com o grupo AVEduo de Curitiba, serão apresentados, respectivamente, hoje e amanhã às 20h30 no Sesc. A entrada é franca.

Os dois espetáculos fazem parte da programação do Sesc em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado hoje. A programação terá ainda atividades como acupuntura, maquiagem e Reike.
O duo curitibano AVEduo é formado pela brasileira Andréa Bernardini e pela argentina Viviana Mema e tem um repertório formado por canções populares sul-americanas de diversos estilos, desde músicas folclóricas e tradicionais até canções sagradas indígenas e xamânicas.
No espetáculo "Mujeres Latinas", o duo faz um percurso musical pela América do Sul, destacando compositoras e cantoras da música popular como Chabuca Granda (Peru), Totó (Colômbia), Violeta Parra (Chile), Mercedes Sosa (Argentina) e as brasileiras Clara Nunes, Elis Regina e Clementina de Jesus.

http://maringa.odiario.com/dmais/noticia/550708/grupo-erastos-e-aveduo-no-sesc/

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Samba-choro retorna com MPB neste sábado

Repertoria terá grandes intérpretes do manifesto nacional


Retornando às atividades dos sábados no Bar e Petiscaria Sou Jorge, Stella Maris, o Grupo Cantoria Samba-choro é uma excelente alternativa de diversão pra este final de semana. Com grandes interpretações da música popular brasileira, o Grupo assegura diversão e momentos que marcaram época através das músicas consagradas interpretadas por Clara Nunes, Elis Regina, Beth Carvalho, Tereza Cristina, Roberta Sá, entre outros memoráveis nomes do cenário nacional.

O Grupo comandado pela vocalista Ismair Martins, irá se apresentar a partir das 16h30 até às 20h30, tempo garantido para boas recordações, com um repertório de samba e chorinho que promete agradar os amantes da boa música. A noite é mais que uma garantia para vivenciar os bons tempos da MPB, Ismair Martins encontra-se pronta para retornar as apresentações convincentes e, fazer das noites novas retrospectivas memoráveis.

http://primeiraedicao.com.br/noticia/2012/02/24/sambachoro-retorna-com-mpb-neste-sabado